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Temperatura do mar, clima e tamanho da área de busca dificultam procura por desaparecido em Laguna

Buscas completam duas semanas amanhã
Temperatura do mar, clima e tamanho da área de busca dificultam procura por desaparecido em Laguna
Foto: Elvis Palma/Agora Laguna/Corpo de Bombeiros
Por Thiago Hockmüller Em 27/01/2022 às 11:03

As buscas pelo jovem desaparecido após o naufrágio de uma embarcação no Molhes da Barra em Laguna completam duas semanas amanhã. E são inúmeras dificuldades encontradas pelas forças de segurança na tentativa de localizar o corpo, entre elas a temperatura do mar, a incidência de vento nordeste, a complexidade da área de busca e condições climáticas adversas. 

A procura pelo jovem de 25 anos foi retomada na manhã desta quinta-feira, dia 27, com uso de uma embarcação e jetski. Na costa, guarda-vidas também monitoram as praias com uso de binóculo. Em função das condições climáticas, ficou inviável o uso de aeronaves.


Acidente aconteceu no dia 14 de janeiro, nos Molhes da Barra em Laguna.

“A nossa dificuldade é que a área de busca é absurdamente gigantesca, é mar aberto. Não sabemos se o corpo está trancado nas pedras ou acabou indo para alto mar. As possibilidades são infinitas, é como procurar uma agulha no palheiro. As condições climáticas são adversas, como vento nordeste que ocasiona dificuldade de colocar bote, jet ski e o resgate 003 que é a embarcação”, lamenta o bombeiro do 8° Batalhão de Bombeiro Militar (8° BBM), major Araújo.

Caso a busca não se encerre entre hoje e amanhã, a perspectiva é voltar a receber auxílio dos helicópteros das forças de segurança, como do Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico do Sul (Sarasul) e Serviço Aeropolicial (Saer), o Arcanjo 01, dos bombeiros, e Águia, da Polícia Militar (PM). 

Reavaliação

Ainda se não houver êxito, os bombeiros envolvidos nas buscas devem reavaliar a operação no domingo, isto não quer dizer que as buscas serão encerradas, mas sim que novas estratégias serão traçadas. 

“Não tem um protocolo definido. A partir de domingo vamos reavaliar, para ver se muda a estratégia. Não há nada certo. Estamos no 14° dia, é difícil falar em tendência. Temos que buscar até o final, mas são muitas possibilidades. Pode ser que fale algo e aconteça outra coisa. Está nas mãos da natureza. Estamos fazendo a nossa parte e vamos esgotar as possibilidades”, pondera. 

O major também explica que quanto mais gelada a água, maior é a demora para o corpo boiar. E se isto tivesse acontecido, os bombeiros já teriam concluído as buscas. Com a temperatura atual do mar, a tendência é que o corpo boiasse entre o 9° e 10° dia. “Quanto mais quente, o corpo boia mais rápido, mas a água está gelada. Sabemos que não tem como estar vivo depois de duas semanas. Já é uma busca pelo corpo, a família está ciente, estamos diariamente em contato com a família”, explica o major.

O acidente

O naufrágio da embarcação aconteceu na tarde do dia 14 de janeiro, nos Molhes da Barra em Laguna. Desde então os militares estão mobilizados para localizar o jovem de 25 anos. Outras seis pessoas estavam na embarcação, sendo que quatro foram socorridas com vida e duas morreram: trata-se do vereador do município de Caçador, Ricardo de Moraes Barbosa, e Deyvid Fernandes. As mortes foram confirmadas por meio de nota publicada pela Câmara de Vereadores de Caçador.

A causa do acidente ainda não foi divulgada e está sendo investigada.