InternetData CenterAssinante

Em Criciúma, Júri condena homem denunciado por mandar executar colega de facção criminosa

Réu também foi condenado por corrupção de menores
Em Criciúma, Júri condena homem denunciado por mandar executar colega de facção criminosa
Foto: Divulgação
Por Redação Engeplus Em 29/04/2022 às 18:15

João Gabriel Martins, que ocupava posição de comando em uma organização criminosa e, como tal, planejou e ordenou a execução de outro integrante do mesmo grupo, foi condenado a 17 anos 9 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicialmente fechado, em julgamento pelo Tribunal do Júri que terminou nessa quinta-feira, dia 28, no fórum de Criciúma. O Conselho de Sentença, formado por representantes da sociedade local, atendeu ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e considerou o réu culpado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, organização criminosa e corrupção de menores.

Perante o Júri, o Promotor de Justiça Caio Rothsahl Botelho, da 13ª Promotoria de Justiça de Criciúma, apresentou as provas contra o acusado e os argumentos do Ministério Público pela condenação, conforme a ação penal pública contra Martins.

No dia 26 de julho de 2020, por volta das 23h, o denunciado, também conhecido como "Juca", junto com pelo menos dois adolescentes, atraiu a vítima, Saimon Sant'ana Pinto, para uma falsa reunião. Quando Saimon chegou ao local do encontro, foi executado com quatro tiros na cabeça, pescoço, tórax e braço, por pelo menos três armas de fogo.

O homicídio foi praticado pelo denunciado e pelos comparsas por motivo torpe, uma vez que cometeram o crime em nome da facção, por acreditarem que Saimon era usuário de crack - o que é proibido pelo grupo criminoso a seus integrantes-, além de estar devendo dinheiro de drogas a um traficante do Bairro Santo André.

Além disso, os executores também utilizaram recurso que dificultou a defesa da vítima, que estava sozinha contra os agressores.

Diante disso, Martins foi condenado por homicídio duplamente qualificado, por corrupção de menores - já que arregimentou adolescentes para ajudá-lo na execução do crime - e por organização criminosa - devido ao seu papel no grupo criminoso. Por já estar cumprindo prisão preventiva, o réu não poderá recorrer em liberdade da condenação.