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Após tragédia familiar, irmãs fazem vaquinha on-line para ajudar nas despesas médicas do pai

Irmão morreu atropelado um dia depois do pai capotar carro e ficar gravemente ferido
Após tragédia familiar, irmãs fazem vaquinha on-line para ajudar nas despesas médicas do pai
Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação
Por Samuel Borges Em 12/04/2024 às 10:00

Matéria atualizada na terça-feira, dia 16 de abril. Comunicamos com pesar o falecimento de Claudir Lodetti. Ele faleceu na tarde de domingo, dia 14, aos 60 anos.

Moradora do bairro Saturno, em Forquilhinha, Bárbara da Rosa Lodetti tem 22 anos. Há dois meses, ela e a irmã, Sabrina da Rosa Lodetti, de 29 anos, passaram por uma tragédia na família. Na manhã do dia 9 de fevereiro, elas perderam o irmão, de 18 anos, vítima de um atropelamento. Na tarde anterior, o pai delas capotou o carro e ficou gravemente ferido. As duas decidiram abrir uma vaquinha on-line para custear as despesas médicas dele.

Na tarde de 8 de fevereiro, uma quinta-feira, o pai das irmãs sofreu um acidente na rodovia SC-108, no trecho que liga Meleiro a Forquilhinha, na altura da comunidade de Sanga do Engenho. O carro que ele conduzia, um Chevrolet Cruze, capotou e colidiu em árvores às margens da rodovia. Claudir José Lodetti, de 60 anos, sofreu traumatismo craniano, fraturas nas costelas e lesão no pulmão esquerdo.

O Corpo de Bombeiros o conduzia ao Hospital São Marcos, em Nova Veneza, quando, devido à gravidade do caso, foi necessário acionar o helicóptero do Serviço de Resgate Aeromédico do Sul (Sarasul/Saer). Ele foi então levado ao Hospital São José, em Criciúma. “A caminho do hospital, ele sofreu uma parada cardiorrespiratória e precisou ser reanimado”, conta Bárbara.

Atropelamento do irmão

Na manhã seguinte ao acidente do pai, por volta das 7h30, o irmão de Bárbara e de Sabrina foi atropelado por um caminhão na avenida 25 de julho (SC-446), região central de Forquilhinha. Luiz Filipe da Rosa Lodetti, de 18 anos, pedalava nas margens da estrada quando foi atingido pelo veículo, que trafegava no mesmo sentido. Ele morreu no local.

Bárbara explica que seu irmão morava com ela e com seu marido, enquanto a irmã mora no Paraná. Já o pai deles morava no bairro São Sebastião, em Criciúma. Nenhum dos irmãos sabia do ocorrido com o pai até a manhã seguinte ao acidente. “Meu irmão não sabia de nada, só estava preocupado porque o pai não o respondia desde o dia anterior, e eles se falavam com frequência”, explica.

A jovem foi informada sobre a situação do pai por volta das 7h30 da manhã de sexta-feira, dia 9, pelo telefone. “Minha mãe me ligou dizendo o que aconteceu. Fiquei desesperada e entrei no Instagram para tentar achar alguma informação sobre o acidente. Logo que entrei [no aplicativo] vi a notícia sobre um rapaz atropelado. Soube que era meu irmão, pois reconheci a bicicleta dele”, recorda Bárbara.

Estado de saúde do pai

Claudir segue internado no Hospital São José desde o dia do acidente. Na unidade hospitalar, ele sofreu ainda um Acidente Vascular Cerebral (AVC), o que o deixou mais debilitado. O pai esteve em coma por duas semanas, e passou por traqueostomia, procedimento em que é feito um corte na região da garganta para facilitar a respiração.

“Ele é um paciente paliativo. Não sabe da perda do filho, pois neurologicamente foi muito afetado. Tem lapsos de memória, às vezes lembra da gente, às vezes não. A colisão e o AVC o debilitaram muito. Ele não consegue comer ou fazer urinar sem sonda”, relata a filha.

O pai está internado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no entanto, conforme explica Bárbara, a família também tem gastos que não são cobertos pelo sistema público de saúde. “Temos gastos com cuidadores, utensílios, fralda, sabonetes, pomadas e cremes, gastos com locomoção, entre outros”, lista a jovem.

Como ajudar?

A vaquinha criada pelas irmãs pode ser acessada neste link. A meta de arrecadação da campanha é de R$ 25 mil. Até a publicação desta matéria, a vaquinha estava com 138 apoiadores, que doaram, ao todo, R$ 7.088,09. É possível doar por PIX ou com o cartão de crédito.

Conforme informado pelas irmãs na descrição da campanha, elas ainda não conseguiram acessar valores financeiros dele para custear as despesas, que já somam quase R$ 15 mil. “O dinheiro será usado exclusivamente para dar conforto e bem-estar para ele em casa. Na situação em que está, precisa ser cuidado por profissionais em casa, o que pode custar até R$ 4.300 mensais”, pontua Bárbara.