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Esculturas de areia feitas por artista gaúcho chamam a atenção na beira-mar de Balneário Rincão

Criações tem a assinatura de André Luiz Ferreira Carneiro, veranista do Sul Catarinense
Esculturas de areia feitas por artista gaúcho chamam a atenção na beira-mar de Balneário Rincão
Foto: Lucas Renan Domingos/Portal Engeplus
Por Lucas Renan Domingos Em 13/01/2022 às 18:32

Uma mulher exposta ao sol, um golfinho, um jacaré e até um fusca. Tudo isso tendo como principal matéria-prima a areia. As esculturas, que chamaram a atenção nos últimos dias no Balneário Rincão possuem a assinatura e o talento do gaúcho André Luiz Ferreira Carneiro.

Morador de Santa Maria (RS), em 2022 o artista veraneou pela segunda vez no município do Sul de Santa Catarina onde seu irmão mora há mais de dez anos. Um apaixonado pelo artesanato e por esculturas, a maioria do seu tempo à beira-mar durante os dez dias que esteve em Balneário Rincão, antes de retornar para casa nessa quarta-feira, dia 12, foi gasto expondo as suas criatividades.

A arte sempre fez parte da vida de Carneiro. Ele também desenvolve artesanato com lixos eletrônicos, faz desenhos em fachadas de loja e constrói carros alegóricos para escolas de samba. “Eu sou um autodidata. Não tenho uma profissão fixa. Tudo o que faço aprendi sozinho. Já trabalhei com culinária, padaria, confeitaria. Até mesmo casa eu sei construir. Mas o que mais gosto mesmo é fazer artesanato e esculturas”, revela.

E foram poucas as oportunidades que ele teve de trabalhar com a areia. A primeira vez que fez uma escultura como as que criou nas areias de Balneário Rincão foi em 2020. “Eu até já tinha feito no Rio Grande do Sul, nas praias mais perto da minha casa. Só que a areia de lá é mais grossa, não é tão fina e compacta como aqui, o que dá mais realismo para as esculturas. A primeira vez que fiz foi aqui no Balneário Rincão, há dois anos. Este ano, com um pouco mais tempo consegui fazer outras”, conta o artista.

A escultura feita por ele em 2020 foi uma mulher. Em 2022, repetiu a obra e criou ainda um jacaré, um fusca e um golfinho. “É um trabalho demorado. O fusca foi quase um dia inteiro. Só para juntar a areia foi duas horas. Tenho minha família que me ajuda nesta parte e a iniciar o desenho, mas depois os detalhes são todos comigo”, afirma Carneiro.

Esculturas que podem virar atrativo turístico

Fazer esculturas com areia não é algo inédito. A prática é bastante comum em grandes cidades como o Rio de Janeiro, por exemplo, onde viram atrações turísticas. O gaúcho acredita que, com o desenvolvimento de Balneário Rincão, as obras podem ser mais um diferencial para chamar a atenção dos veranistas no município.


Foto: André Luiz Ferreira Carneiro/Especial

“Eu até já pensei em falar com a prefeitura para, de repente, elaborar alguma parceria. Dá para fazer esculturas muito maiores, mas para isso a gente precisaria de uma retroescavadeira para ajudar a juntar a areia. Eu também não tenho condição de ficar muito tempo aqui, envolve recurso financeiro, família. Mas tenho muitas ideias na cabeça que poderia colocar em prática”, diz o artista.

Inspiração para a criançada

Areia, água, conchas, colher de pedreiro, pá, faca, esponja e pincel. São com esses itens que uma imagem da cabeça do gaúcho vira escultura. Tamanha criatividade e talento desperta a curiosidade de quem passou pelo local. “As crianças vêm, olham e começam a tentar copiar. Algumas tentam criar outras esculturas, outras tentam e desistem, mas eu dou um incentivo para continuar. É muito gratificante”, comenta o gaúcho.

É tanta dedicação nas esculturas que ele até tem ciúme do seu trabalho. “Infelizmente algumas pessoas destroem horas depois. Às vezes a minha mulher até me chama para tomar um banho de mar, mas eu prefiro ficar na areia. Quando começo uma escultura vou até o fim para evitar que alguém chegue perto”, brinca. “O fusca eu terminei, fui almoçar e quando voltei já tinham derrubado uma parte, infelizmente”, lamenta.

Mesmo assim, ele não desanima. "É muito legal mostrar para as pessoas que com materiais que a gente às vezes não dá muito podemos fazer muitas coisas legais. A areia o pessoal apenas pisa e olha o que dá para ser feito. É assim com lixo eletrônico, com materiais recicláveis", finaliza.