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Segue a briga pela conta da iluminação da ponte

Dívida está chegando a R$ 300 mil. Liminar impede corte da energia pela Celesc
Segue a briga pela conta da iluminação da ponte
Foto: Divulgação
Por Denis Luciano Em 23/02/2017 às 17:17

Sorte que uma decisão judicial não permite, mas se dependesse da dívida a ponte Anita Garibaldi já deveria estar às escuras há muito tempo. Acontece que a travessia de quase três quilômetros enquadra-se no mesmo dilema da iluminação de vários trechos da BR-101 Sul, nos quais os municípios e a União brigam pela titularidade da conta.

A cada mês, a conta da Prefeitura de Laguna com a Celesc para manter a ponte iluminada aumenta, em média, R$ 12 mil. Vai chegar a R$ 300 mil nos próximos dias, em março. Para se ter ideia, para um consumidor comum o vencimento da segunda tarifa sem a quitação da primeira rende o corte. “E não vamos pagar. Isso é competência do governo federal, é uma estrada federal”, reafirma o prefeito Mauro Candemil (PMDB).

Porém, a Justiça não entende assim. O Tribunal Regional Federal já deu negativo para ação da Prefeitura que solicitava ao Dnit assumir o compromisso. “É uma sentença em primeiro grau, e o município continua recorrendo. Como há uma liminar que impede o corte, a dívida vai aumentando”, pondera Candemil.

Não faz muito, o Portal Engeplus voltou ao tema em outras cidades do sul, abordando a questão da falta de iluminação na BR-101 em acessos a municípios como Sombrio e Araranguá. Nestes casos, a situação é a mesma da ponte de Laguna por onde, atualmente, passam cerca de 40 mil veículos ao dia. A iluminação, além de um atrativo turístico pela beleza que oferece, tem uma importância no quesito segurança para a travessia tranqüila pelos motoristas.