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Roberto chora ao falar dos anos de planejamento para voltar ao Tigre: 'Hoje se tornou realidade'

Goleiro não conteve as lágrimas ao ser apresentado oficialmente como reforço do Criciúma
Roberto chora ao falar dos anos de planejamento para voltar ao Tigre: 'Hoje se tornou realidade'
Foto: Reprodução/TV Tigre
Por Lucas Renan Domingos Em 24/05/2021 às 22:03

Depois de 16 anos, Roberto Volpato está de volta ao clube que lhe lançou para o futebol profissional. Dentro do Criciúma, ele foi roleteiro, bilheteiro, maqueiro, gandula e, claro, jogador. Nesta segunda-feira, dia 24, o goleiro foi oficialmente apresentado como reforço do Tigre para a Série C do Campeonato Brasileiro e não segurou as lágrimas ao falar da emoção em vestir novamente a camisa do tricolor carvoeiro.

Roberto deixou o clube em 2005, depois de se transferir para o Vasco. Passou ainda por América-RJ, Moreirense (Portugal), Ituano, Ponte Preta, XV de Piracicaba, Água Santa, Mumbai City (Índia), Santo André e Próspera, seu último time antes de voltar ao Criciúma. O Time da Raça, aliás, foi a principal peça para o retorno ao Tigre. Depois ficar dois anos parado, Roberto foi contratado pelo Colorado Esquadrão, onde fez 35 jogos nas últimas três temporadas, conquistando um título, com direito a acesso, e sendo um dos principais jogadores na Série A de 2021, quando o Próspera chegou às quartas de final da competição e ainda conseguiu a vaga na Série D do Campeonato Brasileiro.

Homem de confiança de Baier

No Criciúma, Roberto chega mais uma vez para ser um dos homens de confiança do técnico Paulo Baier, repetindo a parceria que tiveram no Próspera na liderança da equipe. Contratado não só para ser um atleta, mas também um nome de experiência dentro do elenco, o goleiro promete dedicação e cobrança com os demais jogadores.

“Se tratando do Criciúma, a cobrança vai ser até um pouco maior, porque aqui é um local especial para mim. Eu vou ser o Roberto que eu sempre fui. Eu sempre quis vencer, eu gosto de vencer. Eu penso que os atletas que estão aqui também possuem esse pensamento. Quem não tiver, me desculpa, mas está no lugar errado. O respeito sempre vai ter, mas a cobrança também. Quem não se cobra dentro de campo, briga no vestiário. E depois que acabou o jogo, não adianta chegar no vestiário quebrando porta, chutando a lixeira. Tem que deixar o sangue, a pele dentro de campo”, disse.

A oportunidade de voltar ao time carvoeiro faz o goleiro ter motivação ainda maior. “Foi aqui onde começou a minha história. Eu larguei a minha casa para vir para a concentração do Criciúma, eu larguei o conforto para vir para cá. Eu trabalhei muito para voltar. Eu sei o que passei para estar aqui hoje com esta camisa novamente. Pode ter certeza que a cobrança vai ser grande”, completou.

Vivendo um sonho

Roberto disse ter ficado ansioso ao saber da possibilidade de jogar novamente no Criciúma. “Quando o Juliano [Camargo, executivo de futebol do Tigre] me ligou falando da possibilidade, aquilo para mim já me deixou alerta. Será que vai acontecer? Conversei com ele e quando vi que realmente ia acontecer, quando ele falou que eu ia me apresentar, aquilo era como um sonho, quando uma pessoa batalha, as portas se fecham e ela tenta desistir, mas continua batalhando e acontece”, contou.

Ao chegar no Centro de Treinamentos Antenor Angeloni pela primeira vez, fez uma foto do local e postou em suas redes sociais com a frase “Onde tudo começou”. “Quando eu peguei a minha bolsa com a minha chuteira e minhas coisas, abri a porta de casa para ir para o CT, foi pesado. Para mim foi. Eu sei o que eu passei. As pessoas próximas de mim sabem. Essa camisa é pesada. Algumas coisas aconteceram, algumas pessoas fizeram coisas para mim, mas são pessoas”, recordou.

Eu ainda falei para o Maurício [Dacoregio, preparador de goleiros do Criciúma] no primeiro dia me dar um desconto, que eu estava meio abalado. ‘Deixa eu voltar para o Planeta Terra porque estou fora de órbita’. Foi assim durante toda a semana. Hoje eu realmente estou de volta

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Roberto Volpato, goleiro do Criciúma

“O objetivo é a retomada”

Mais do que entrar em campo, Roberto quer ajudar o Criciúma a se reerguer. O time vem para um segundo ano consecutivo na Série C do Campeonato Brasileiro. No Campeonato Catarinense, foi rebaixado para a Segunda Divisão.

“Eu perguntei qual era o objetivo. É bem claro, é subir. Você entrando no CT e ver o que o Criciúma oferece para um jogador profissional, ele não pode estar na Série C do Campeonato Brasileiro. Os atletas que estão aqui tem que ter esta confiança. Nós somos profissionais não só para chegar no dia 5 e receber o pagamento. Nós temos que saber o que é ser um atleta profissional. E temos que saber o que o clube oferece”, pontuou.

Aos 41 anos, ele revela que tinha um sonho de voltar ao Tigre antes de se aposentar, mas garante que seu retorno não será apenas para finalizar sua trajetória. “Eu não vim para passar tempo. Não vim para treinar e terminar a carreira. Se esse fosse meu objetivo, eu já tinha parado de jogar futebol faz tempo. O meu objetivo é vir aqui ajudar o time nesta reestruturação e fazer as pessoas voltarem a respeitar esta camisa, porque tem que ser assim.  O Criciúma é como uma nota de R$ 200 suja e amassada. A gente tem que desamassar, limpar, mas o valor dela é o mesmo ainda. O objetivo é a retomada”, pontuo.

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