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Bolsas no mundo - Dólar bate 3º recorde seguido

Quedas em índices em Nova York
Bolsas no mundo - Dólar bate 3º recorde seguido
Foto: Divulgação
Por André Abreu Em 18/02/2020 às 13:07 - Atualizado há 2 anos

O dólar bateu o terceiro recorde histórico consecutivo nesta quinta-feira, desta vez se aproximando de 4,40 reais, em mais um dia de força da moeda no exterior e com o pano de fundo doméstico oferecendo poucos argumentos à entrada de vendedores no mercado.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, repetiu em evento mais cedo nesta quinta que o novo normal é um câmbio mais desvalorizado, em declaração feita na presença do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que dois dias atrás disse que o BC está "tranquilo" com o câmbio uma vez que não tem havido impactos sobre a inflação.

Pela manhã, o IBGE divulgou que o IPCA-15 foi o mais baixo para fevereiro desde 1994. O número reforça leituras de que o BC tem espaço para voltar a cortar os juros, especialmente num contexto em que a economia dá sinais de maior lentidão e instituições financeiras rebaixam projeções para o PIB --tudo conspirando contra maior entrada de capital no país.

"Esse mix nos sugere que a barra para mais altas dos juros está muito mais alta do que para cortes adicionais", disseram estrategistas do Morgan Stanley.

A queda dos juros tem pressionado o real conforme dissipa a atratividade da moeda como ativo de investimento.

Apesar de a alta nominal de quase 10% do dólar neste ano não ser claramente percebida em índices de preços ao consumidor, o gestor sênior de câmbio da Absolute Investimentos, Roberto Serra, considera que o mercado pode estar flertando com uma dinâmica "nociva".

"O mercado cansou de tentar vender dólar, já que o BC tem feito atuação mínima e não parece sinalizar preocupação alguma", afirmou. "A impressão é que (em Brasília) se quer mesmo um dólar para cima. Esse patamar de dólar está totalmente fora do radar e gera mais incerteza."

O dólar à vista fechou em alta de 0,59%, a 4,3916 reais na venda, deixando para trás a máxima anterior, de 4,3657 reais, marcada na véspera.

Na terça-feira, o dólar já havia fechado em um pico de 4,358 reais.

Queda nos índices de Wall Street

O índice S&P recuperou algumas perdas após uma repentina venda de ações na quinta-feira (20), com os investidores reavaliando a ameaça do coronavírus sobre o crescimento, enquanto relatos de forte aumento nas infecções em Pequim pesavam sobre o mercado de ações.

O índice S&P 500 caiu 0,38%, o Nasdaq perdeu 0,67% e o Dow Jones caiu 0,44%, fechando em 29,219.98.

Nos últimos dias, os investidores aplaudiram sinais de que a disseminação do coronavírus na China, chamada Covid-19, pode estar diminuindo, mas relatos de um aumento acentuado de infecções em Pequim e fora da China continental atraíram a atenção dos investidores.

Um hospital em Pequim registrou 36 novos casos até quinta-feira, um aumento acentuado no número de casos registrados na capital, elevando o total de casos para 45, diminuindo as esperanças de que a China, a fábrica mundial, possa retomar a atividade normal.

Várias empresas, incluindo Apple (NASDAQ: AAPL), Procter & Gamble (NYSE: PG) e 3M (NYSE: MMM), alertaram sobre as perspectivas, forçando algumas a reavaliar as expectativas sobre o impacto que o surto terá no crescimento. O Goldman Sachs (NYSE: GS) alertou os investidores que devem levar a ameaça de uma maneira mais séria.

Quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020.

Ìndice Bovespa subiu para 116.545,32  pontos, com alta de 1,36%. O dólar comercial fechou a 4,36 reais.

O dólar voltou a subir e renovou a máxima histórica de fechamento ante o real nesta quarta-feira, em dia de dólar nos picos em vários anos no exterior após dados mais fortes sobre a economia dos Estados Unidos.

O dólar bateu recorde pela segunda sessão consecutiva num mês que conta com as dez cotações mais altas já registradas no mercado local.

Além de fatores no exterior --onde o dólar operava nas máximas desde maio de 2017--, as operações domésticas seguiram influenciadas pela percepção de que o Banco Central do Brasil parece menos disposto a atuar no câmbio mesmo com o dólar em consecutivas máximas recordes e já mirando 4,40 reais.

As ações dos EUA subiram na quarta-feira, com o otimismo de que a China adotaria mais medidas para sustentar sua economia, diminuindo as preocupações com o impacto econômico da epidemia de coronavírus.

As ações mantiveram ganhos após a divulgação de atas da última reunião de política do Federal Reserve dos EUA, que mostrou que os formuladores de políticas estavam cautelosamente otimistas sobre sua capacidade de manter as taxas de juros estáveis ​​este ano, enquanto reconheciam novos riscos causados ​​pelo surto de vírus.

O número de novos casos de coronavírus caiu pelo segundo dia consecutivo na China, embora as autoridades globais de saúde tenham alertado que era muito cedo para prever como o surto acontecerá.

É esperado que a China reduza sua taxa básica de juros na quinta-feira, o que aumentaria uma série de medidas destinadas a limitar o impacto de paralisações de negócios e restrições de viagens na segunda maior economia do mundo.

As bolsas de valores européias aumentaram na quarta-feira, ajudadas por fortes lucros do índice pesado Deutsche Telekom (DE: DTEGn), enquanto os participantes do mercado procuram os bancos centrais para mitigar os danos causados ​​pelo surto de coronavírus na China.

Às 05:50 horário de Brasília (0850 GMT), o índice FTSE do Reino Unido negociou 0,8% mais alto, o CAC 40 da França subiu 0,5%, enquanto o DAX foi 0,4% maior. O amplo índice Stoxx Europe 600 registrou outro recorde, subindo 0,6%, para 432,96.

As ações da Deutsche Telekom (DE: DTEGn) aumentaram 2,7% depois de reportar ganhos de 80% em relação ao ano anterior, com a unidade norte-americana T-Mobile (NASDAQ: TMUS) reunindo mais milhões de clientes antes de uma fusão com a concorrente Sprint (NYSE:S).

Isso fez de 2019 "o ano de maior sucesso na história da empresa", afirmou a Deutsche Telekom (DE: DTEGn) em comunicado.

Enquanto as bolsas de valores da China negociavam em baixa na madrugada desta quarta-feira, muitos países vizinhos obtiveram ganhos, ajudando o tom geral na Europa. No Japão, o Nikkei 225 fechou 0,9% mais alto, enquanto o Hang Seng em Hong Kong subiu 0,5% e o KOSPI 50 na Coréia do Sul subiu 0,1%.

Terça-feira, 18 de fevereiro de 2020.

O dólar fechou em nova máxima histórica nesta terça-feira, perto de 4,36 reais, com a cena doméstica refletindo o dia de amplos ganhos para a moeda norte-americana no exterior ainda por receios em torno do coronavírus.

O índice industrial Dow Jones em NY fechou em  29.232 pontos com queda de cerca de 165 pontos (0,56%).

A B3 (bolsa brasileira) está operando em 114.538 pontos, queda de 0,67%.

Às 12h50, a B3 operava em queda de 1% a 114.133 pontos. O tom negativo prevalece na bolsa paulista nesta terça-feira, acompanhando os viés de mercados no exterior, conforme a epidemia de coronavírus na China dita volatilidade aos negócios, devido às incertezas sobre o impacto econômico global da doença. O dólar estava na faixa de 4,35 reais.

Em Nova York as ações caíram depois que a Apple disse que as vendas perderiam as previsões, assustando os investidores que esperavam um impacto econômico limitado com o coronavírus. Os títulos do Tesouro do Fed subiram e o dólar se fortaleceu.

As ações de tecnologia lideraram a queda do Índice S&P 500, depois que a fabricante do iPhone alertou sobre interrupções na produção e na demanda devido à epidemia. Fornecedores da Apple, incluindo a Dialog Semiconductor Plc e a AMS AG, contribuíram para a queda nas ações europeias.

O HSBC Plc bateu o recorde em queda de três anos depois de um comunicado que emitiu dizendo que reduziria os empregos em uma reestruturação, além de sinalizar riscos devido ao vírus.

Os índices de ações em Tóquio, Seul e Hong Kong registraram quedas superiores a 1%.

Os títulos do governo norte-americano subiram, enquanto o euro enfraqueceu após a queda do índice de confiança dos investidores na Alemanha. O petróleo recuou para US $ 51 o barril em Nova York.

A bolsa de Londres fechou em 7.382,01 com queda de 51,24 pontos (0,69%).  

Empresas locais, mercados globais

As ações da Thomson Reuters (ex-Domínio Sistemas) estão em queda de 0,34% negociando em 81,70 dólares em Nova York. A Mohawk (controladora da Eliane) em queda de 4,61% em 131,62 dólares. 

Outro nome local, a cooperativa Sicredi teve sua nota avaliada recentemente de Proficiente para Forte pela agência de classificação de risco em mercados intenacionais Fitch Ratings

A mostrar que vivemos num mercado global com empresas locais.