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AgroPonte chega ao fim consolidada como conexão entre o rural e o urbano

Próxima edição já está garantida para agosto de 2022
AgroPonte chega ao fim consolidada como conexão entre o rural e o urbano
Foto: Amanda Garcia Ludwig / Portal Engeplus
Por Amanda Garcia Ludwig Em 07/11/2021 às 18:00

Movimentando desde a agricultura familiar até grandes negócios nacionais, a AgroPonte encerrou neste domingo sua 10º edição confirmando a vocação como importante movimentador da economia do Sul de Santa Catarina. Prova disso é que, além do grande público que passou pelo pavilhão de exposições José Ijair Conti nos últimos dias, o número de expositores que retornou à feira após a pandemia também foi grande.

De acordo com o diretor da NossaCasa Feiras & Eventos e idealizador da AgroPonte, Willi Backes, neste ano o pavilhão recebeu 40 cooperativas do Sul catarinense, 83 empresas expositoras de tecnologia e equipamentos, e 30 propriedades de animais. "Temos alguns destaques, como as abelhas sem ferrão, os  coelhos vindos de Chapecó, que são o sucesso da feira, além dos animais premiados, bovinos, equinos e ovinos", destaca.

Vitrine para associações e cooperativas e garantia de negócios para empresas de tecnologia

A exposição e negociação de animais chama a atenção de quem passa pelo pavilhão, mas não é apenas disso que vive a feira. Um dos destaques fica para a "ala" das associações e cooperativas, que utilizam o espaço para mostrar o trabalho de seus associados. Agricultura familiar, artesanato, pequenos produtores... grande parte do público adora circular por essa área para garantir o café da tarde ou um enfeite para a casa, por exemplo. A sensação, para os participantes, é que a AgroPonte acaba se tornando uma vitrine para os trabalhos. 

A associada da Associação dos Bananicultores de Criciúma (Abacri) Loiva Perdoná César chama a feira de porta de entrada para negócios com seus produtos. Ela é a única produtora de orgânicos derivados da banana da associação, e aproveita a feira para fazer contatos. "É claro que queremos garantir vendas aqui, também, mas o mais importante é que fechamos muito negócios futuros. No dia a dia, participamos de feiras em Criciúma", conta.

A presidente da Abacri, Adriana Raichaski Rosso, explica que a AgroPonte possibilita que as pessoas conheçam os produtos dos associados. "Muitos não sabem que temos esses produtos aqui em Criciúma. Tanto que muitas pessoas passam aqui perguntando de onde somos... a agricultura tem sido muito bem vista em Criciúma. Temos as feirinhas, mas também estamos em lojas de produtos naturais", comenta.

Quem costuma circular pela praça Nereu Ramos de Criciúma aos sábados já sabe que muitos artesãos participam da feirinha de lá. Quatro delas também estiveram no pavilhão de exposições nos últimos dias. "Por conta do espaço, não vieram todas as que participam na Praça, mas temos a AgroPonte como algo muito importante para nós. Mostramos nosso trabalho para toda a região. Nos preparamos bastante para as feiras", conta a artesã Elisa Kurtz. 

Assim como os pequenos produtores, grandes empresas também visam participações positivas na feira. O gerente comercial da Carboni Case, Claudiomar Paludo, explica que passam pela AgroPonte pequenos, médios e grandes produtores. "Nós, por exemplo, oferecemos produtos para todos eles, para o aumento de produtividade e rentabilidade. Então sabemos que não fechamos muitos negócios na feira, mas pensamos em um futuro onde possamos viabilizar isso", avalia.

Apesar de acontecer apenas durante cinco dias, a feira continua a movimentar negócios ao longo de todo o ano seguinte. Segundo Willi Backes, em cooperativas é possível dimensionar as vendas que acontecem no balcão, assim como é possível saber o volume de negócios de animais, em razão da documentação feita na hora. Já os negócios que envolvem tecnologia e equipamentos, no entanto, acontecem primordialmente fora da feira. "Ninguém sai daqui com um trator ou um equipamento debaixo do braço, mas a maior prova de que a feira funciona é que eles voltam todo ano", garante o idealizador da AgroPonte.

Uma feira que conecta o agronegócio

A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) acompanha de perto a preparação e acontecimento da AgroPonte. O gerente regional da Epagri, Edson Borba, avalia que assim como em edições anteriores, a 10ª edição da feira foi de bons negócios. "Conversei com todos os expositores da agricultura familiar e o sentimento é unânime: de alegria, boas vendas e perspectiva de realização de negócios futuros."


Foto: Thiago Hockmüller / Portal Engeplus

 

Além disso, Borda também destaca a satisfação com a área de venda e exposição de animais. "Foram ótimas palestras técnicas, avaliação de raças de corte e ranqueamento de gados e ovinos. A Nossa Casa Feira&Eventos está de parabéns, por proporcionar essa vitrine e ponte entre o rural e o urbano", comenta.

Sucesso de público e vendas, a feira, que apesar de ter ficado sem acontecer em 2019 por conta da pandemia, já está garantida para o próximo ano. "A AgroPonte volta a ser anual, e volta ao seu calendário normal de agosto. Então teremos a feira em agosto de 2021", confirma Backes.