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Referência na produção do mel, Santa Catarina também comemora o Dia do Apicultor

Data é lembrada nesta quarta-feira, dia 22
Por Jessica Rosso Em 22/05/2019 às 14:27

Ele pode ter diferença no sabor, na cor e até mesmo no aroma. Além de ser nutritivo, os pesquisadores também o atribuem a propriedades medicinais, proporcionando assim, efeitos terapêuticos. O mel pode ser encontrado em grandes quantidades e em diversos locais na região Sul. Isso porque não tem apenas dezenas de bilhões de abelhas, mas existem centenas de técnicos agrícolas que fazem de Santa Catarina referência na produção do mel. As informações são do SCRural. Nesta quarta-feira, dia 22, é comemorado o Dia do Apicultor. 

É considerado apicultor aquele que comercializa os produtos extraídos da colméia do mel e também aquele que cria abelhas por hobby. O aposentado Mercilo João Rigon de 71 anos mora em Florianópolis, mas tem a propriedade Estância Pé da Serra na Serra do Rio do Rastro. Foi neste local que ele começou a investir no ramo pensando no turismo. "Há 10 anos eu comecei a mexer com abelhas. Fiz um curso em Florianópolis pela Epagri. Eu tenho intenção de construir um apiário mais pra frente. Tenho 30 caixas atualmente". Rigon conta que na Estância tem bastante flor silvestre e quatro pomares, motivo que o levou também a se interessar pela criação de abelhas. "Elas ajudam a fazer a polinização", afirma. 

 (Foto: Mercilo João Rigon)

 

Mel silvestre: Responde pela maior parte do mel produzido em Santa Catarina, é multifloral ou seja, é produzido pelas abelhas a partir do néctar coletado em uma grande variedades de plantas, é considerado de excelente qualidade, seu sabor, aroma e consistência variam de acordo com as floradas predominantes na época em que é produzido. A coloração mais escura indica maior concentração de sais minerais, enquanto os méis mais claros normalmente são mais suaves.

Abelhas africanizadas

Existem várias subespécies ou raças de Apis mellifera distribuídas pelo mundo:
• Raças européias: A. melliferamellifera, A. melliferaligustica, A. melliferacarnica e A. melliferacaucasica.
• Raças orientais: A. mellifera indica e A. mellifera meda.
• Raças africanas: A. melliferaintermissa, A. melliferacapencis, A. melliferalamarckii, A. mellifera unicolor e A. melliferascutellata (adansonii).                                                            

Além da espécie A. mellifera, que é a única espécie de Apis presente no Brasil, existem outras oito espécies desse gênero no mundo: as abelhas melíferas gigantes A. dorsata e A. laboriosa; a abelha melífera indiana A. cerana; as abelhas melíferas anãs A. florea e A. adreniformis; as abelhas melíferas malasianas A. koschevnikovi e A. nuluensis e a abelha melífera de Sulawesi, A. nigrocincta. 

As abelhas tiveram a sua origem há 125 milhões de anos, pouco depois do surgimento das plantas com flores (135 a 140 milhões de anos atrás). 

As abelhas do gênero Apis tiveram sua origem provável na África Tropical e se espalharam do sul da África para o norte da Europa e para o leste em direção à Índia e China. Foram trazidas para as Américas com os primeiros colonizadores e atualmente estão distribuídas por todo o mundo. 

No Brasil, a primeira abelha do gênero Apis a ser introduzida foi a Apis mellifera mellifera, também conhecida como abelha alemã ou preta. Foi importada no ano de 1839 pelo Padre Antônio Carneiro para o Rio de Janeiro. 

Entre os anos de 1870 e 1880, Frederico A. Hanemann trouxe para o Rio Grande do Sul a abelha Apis mellifera ligustica, também conhecida como abelha italiana. Há indícios de que as espécies A. mellifera carnica e caucásica tenham sido introduzidas juntamente com a abelha italiana, naquela época.  

No ano de 1956, foi trazida para o Brasil, mais precisamente para Rio Claro, SP, pelo Dr. Warwick E. Kerr, a abelha africana A. mellifera scutellata (adansonii), visando pesquisas para o estudo de características típicas dessa espécie em ambiente controlado. Por acidente, alguns enxames dessa abelha conseguiram fugir do controle e ganharam liberdade para se multiplicar no ambiente externo. A partir daí fica fácil de imaginar o que aconteceu: o cruzamento com as raças de abelhas Apis mellifera já existentes no país, dando origem às chamadas abelhas africanizadas, e a conquista de todo o território nacional. 

Atualmente as abelhas africanizadas estão distribuídas em praticamente todo o continente americano, com exceção do Canadá, norte dos Estados Unidos e sul da Argentina, do Chile e do Uruguai. Em resumo, as abelhas africanizadas têm colonizadoas Américas entre os paralelos 34oN e 34oS. Cuba também não tem abelhas africanas ou africanizadas em seu plantel. Com um forte sistema de caixas-armadilhas ao longo de sua costa, a ilha tem barrado a entrada dessas abelhas em seu território. Fonte: Epagri/Ciram

(A foto registra uma curiosidade. Segundo Rigon existe um segredo que se aplicado é possível segurar a abelha africana sem levar picada)