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Neoveneziano viaja de bicicleta para a Argentina

Alberto Ranacoski, de 61 anos, viajou durante 17 dias, entre ida e volta
Neoveneziano viaja de bicicleta para a Argentina
Foto: Divulgação
Por Rafaela Custódio Em 23/04/2018 às 09:32

A brincadeira de criança e o único meio de locomoção quando garoto se transformaram em desafio para Alberto Ranacoski neste ano. Ele encarou 2.783km pedalando, de Nova Veneza até Buenos Aires (Argentina). Entre ida e volta, foram 17 dias de muita emoção, aprendizado e realização de um sonho.

“Praticamente me criei andando de bicicleta, pois na época era o principal meio de locomoção. Os automóveis eram coisa rara. A bicicleta me deu esse hábito, que era uma necessidade”, explicou.

Pedalar sempre fez parte de sua vida, mas há dois anos, Ranacoski pratica o ciclismo de outra forma, com a finalidade esportiva. Além disso, ele começou a realizar treinos de forma diferente. “Pratico de 50 a 100 km praticamente todos os dias, e também duas vezes por semana faço academia funcional para potencializar a musculatura. Além de que faço fisioterapia”, relatou.

Em busca de desafios, surgiu a ideia de ir para a Argentina. Ranacoski e outro amigo treinaram e saíram de Nova Veneza no dia 14 de março rumo a Buenos Aires. Até chegarem ao destino, foram sete dias e longas noites em pousadas.

“Tínhamos um planejamento e uma disciplina a ser seguida. Então, cada cidade ou vilarejo que passávamos as noites, a primeira opção era encontrar pousada. Além disso, tínhamos a preocupação de colocar bicicletas em lugares seguros e as pousadas nos ofereciam segurança”, afirmou.

Após chegarem ao destino, Ranacoski relatou que voltaram ao Brasil por uma rota diferente, novamente buscando novas aventuras e complementando a viagem em 17 dias. “Fizemos a travessia do Rio Del Plata de Buquebus e em Colônia Sacramento no Uruguai, tomamos a direção de Montevideo, Punta Del Este, entramos no Brasil pelo Chuí, onde passamos por um lugar espetacular, que é a reserva ecológica do Taim”, contou.

Segundo Ranacoski, sua esposa o pediu para não ir, mas sua determinação foi maior. “Ela sentiu que eu estava determinado e na última hora se sensibilizou. Já no retorno, ela juntamente com minha filha e alguns colegas foram me encontrar na estrada. Fizemos uma grande festa”, lembrou.

Ranacoski afirmou que o ciclismo o ajuda a manter a saúde física e mental em forma. “Que todos possam conseguir fazer o mesmo. Treino, disciplina, cuidados com a alimentação, determinação. A dica é que comecem aos poucos e assim o corpo vai se adaptando”, finalizou.  

 

 

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