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Viagens

Laguna

As muitas sensações da vida no distrito de Parobé

17
JUL
2017
| 12h15
12h15
Denis Luciano
Jornalista | Portal Engeplus
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Denis Luciano

Que a inauguração da ponte Anita Garibaldi ofereceu um novo cartão postal é fato. Ao transitar por ela, é possível perceber um algo mais da grandeza do canal de Santo Antônio que abraça Laguna. Existe outro lado deste cenário que cada vez vem sendo mais explorado. 

Tome a via lateral da BR-101 no sentido sul-norte. No último acesso antes da ponte, vá à direita e, logo após uma pequena ponte, à esquerda. Ali vai começar seu passeio de oito quilômetros por uma estrada estreita, de chão, com poeira e pedras: a Estrada Geral do Parobé. E para bons e nada apressados observadores, um prato cheio. É que a ponte Anita Garibaldi está ali, à esquerda, emplacando o horizonte cercada pela lagoa de Imaruí e ladeada pelos lagunenses.

Enquanto isso, a estradinha prossegue seu rumo. Poeirenta mas cercada de belezas naturais, de propriedades simples e casas sofisticadas, de gente próxima da água e em pequenos ou até grandes barrancos entre o ponto dos carros e o ponto das águas. Há os nativos que batem papo, trabalham no que é seu e até carregam baldes e mangueiras pela rua, e os que fazem uso do lugar para os descansos e o veraneio. O cenário da tarde ensolarada de sábado entregava isso.

Há vacas pastando em terrenos acidentados, árvores frutíferas por toda a parte, sombra, gente que trabalha limpando peixe, casas abertas, vizinhos que vão e vem, e tem o povo da bicicleta. E os cavalos. Alguns. Servindo de meio de transporte ágil pisoteando a areia e as pedras.


 
A estrada ora se abre um pouco, oferecendo menos tensão a quem dirige, ora se fecha, em pista mais apertada e que requer perícia. E lá pelas quantas, quando o urbano já vai de novo dando ares, um caminhão parado para abastecer de sacos de carvão o armazém do vilarejo ajuda a explicar a dimensão da estrada. Enquanto a carga é transportada, ninguém mais passa, não sobra espaço na rua. Nada que abale o ânimo dos que por ali transitam, certamente movidos pela paz que o lugar transmite. Afinal, logo ao lado mais um pequeno cais estende um braço lagoa adentro. A essa altura a ponte já sumiu do olhar.

Mais alguns poucos quilômetros e Parobé apareceu. O pequeno distrito de algumas dezenas de casas cortado por um estreito rio tem na ponte o cartão de visitas, e no capricho a marca registrada. As ruas, todas de chão, são limpas. As casas, convidativas de janelas abertas. O povo caminha devagar, é simpático, cumprimenta e interage e vê a vida passar pela praça Evaristo Martins.

O governo andou ali há uns dois anos e, com R$ 80 mil, fez o lugar melhor, para a alegria dos nativos e a boa surpresa dos visitantes, cada vez menos raros. Ao citar investimento público, importante lembrar da escolinha da comunidade, de bom visual e ostentando o nome de Agrícola Índio Guimarães, que denomina rua em Criciúma.

O peixe está na gastronomia e na vida das pessoas. Mas as plaquinhas com o comércio que vai surgindo se multiplicam. Não só as que anunciam venda de imóveis, não muitos, mas as que convidam a consumir no mercadinho e encomendar algum serviço na serraria. Ainda sobre placas, as que alertam para a consciência ambiental são as que mais chamam a atenção.

E o Tigre também marca presença no cotidiano de Parobé. Muito próximo do restaurante, da pracinha e da igreja que fazem o núcleo urbano da vila, uma embarcação repousa colorida e embandeirada no pátio de uma casa, anunciando a paixão pelo tricolor criciumense.

Para quem pensa que neste breve bate volta – a 24,5 quilômetros do Centro da sede, Laguna, e a 89 quilômetros de Criciúma – viu de tudo, ledo engano. Há a gruta que mais parece um mini parque temático de cultura ambiental, e há até o vendedor de algodão doce que anda sobre as duas rodas de uma moto fazendo a alegria da garotada por apenas R$ 3. Mas essas são histórias para outra hora, direto do mundo onde a hora passa ao sabor lento da vida pacata em Parobé.

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