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Test drive

Impressões em 60 minutos - Ford KA Trail 1.0

Portal Engeplus testou o aventureiro americano

11
JUL
2017
| 10h34
10h34
Redação Engeplus
Jornalista | Portal Engeplus
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Especial: Vinícius Alexandre R. Fabrício

Após algumas semanas sem publicar nenhum test-drive, retorno trazendo pra vocês leitores as minhas impressões sobre o Ford KA Trail, versão com um toque aventureiro do famoso compacto da montadora americana.

Não é a primeira marca a utilizar deste artifício de lançar versões de modelos convencionais com esse visual, mas restava saber se o carro de fato possibilita uma pequena aventura, indo além apenas da questão estética.

O teste propriamente dito foi feito ainda no mês passado, ocasião em que andei com o veículo e anotei todas as minhas impressões para posteriormente repassá-las ao público em forma de texto.  Escolhi o dia 08 de junho, dia de tempo bastante agitado na região, com ventos fortes principalmente na região da cidade de Treviso, que por coincidência, foi o lugar escolhido para o teste fora de estrada.

Na concessionária recebo a chave e vou para fora pegar o carro. “Zerado”, com menos de 60 km rodados, o que me fez voltar até o responsável pelo test-drive para me certificar que poderia testá-lo pra valer. “Faz o que quiser, mas se atolar tem que tirar sozinho!”, foi a resposta.

Externamente é possível notar as diferenças do modelo testado para o modelo convencional logo de cara, pela faixa de adesivo na parte baixa das portas e na tampa do porta-malas. Ainda, chamam a atenção as rodas de liga leve de aro 15, com pneus Pirelli Scorpion Atr 185/65. Por fim, ele é também mais alto, graças à troca do convencional aro 14 pelo 15 aliado a ajustes feitos na suspensão.

Por falar em suspensão, esta foi toda reajustada e reforçada para aguentar o tranco no trecho fora de estrada, com a troca de molas, amortecedores, eixo de torção, barra estabilizadora e até mesmo coxins.

O conjunto óptico conta com faróis com máscara negra e faróis de neblina, sendo também incluídas barras no teto e molduras na lataria ao redor das rodas.

Dou a partida e já aproveito para fazer a parte urbana do teste e também conhecer melhor os detalhes internos do veículo. Logo percebo que o Ford Ka atual em nada lembra aqueles primeiros que chegaram ao mercado nacional, pois apesar de compacto ele surpreende por possuir um bom espaço interno.

Só para ter uma ideia, tenho 1,84m de altura e com o banco do motorista regulado para a minha estatura, ainda assim conseguia me acomodar no banco traseiro adequadamente.

O acabamento está longe de ser refinado e é bem verdade que não era esperado que fosse (dada a categoria e proposta do veículo), mas isso também não quer dizer que é ruim. O design é moderno e sem exageros e tem instrumentos de fácil visualização e utilização. No centro possui uma central multimídia também simples e funcional, que possui som, com entradas USB, auxiliar e conexão de telefone por Bluetooth.

Os comandos do ar-condicionado são analógicos e há uma generosa quantidade de porta objetos por todas as partes (inclusive pequenas redes na lateral e traseira dos bancos).

Falando em bancos, a utilização de couro e tecido (de boa qualidade – e segundo pesquisei posteriormente – conta com impermeabilização) foi algo que pessoalmente gostei muito. Destaque também para o jogo de tapetes personalizados e as pedaleiras em metal com detalhes de borracha.

Na parte de força e transmissão não há diferença para o modelo normal. Motor 1.0 de três cilindros acoplado em câmbio manual de 5 velocidades, que dão um bom desempenho ao compacto.

Os freios funcionam bem e em conjunto com os ajustes feitos na suspensão transmitem uma boa sensação de segurança. Segundo apurado, a direção elétrica e os freios ABS também foram ajustados para melhor se adequar ao uso misto.

Conta ainda com airbag duplo, fixação isofix para cadeiras infantis, banco bipartido com encosto de cabeça central, cinto de três pontos também para o passageiro do meio e abertura do tanque de combustível por alavanca interna.

A minha maior curiosidade era o fora de estrada e posso afirmar que o pequeno aventureiro foi bem, mostrando que os ajustes realizados pela fábrica foram úteis. É firme e tem uma boa aderência mesmo sob o cascalho solto, os pneus de uso misto vão bem no barro e a suspensão elevada e reforçada permite uma tocada de fato mais off-road, sem preocupações em excesso quanto aos obstáculos e defeitos na estrada.

Talvez explique o fato de que no trajeto por vias rurais no caminho de Treviso até Criciúma (escolhido após perguntar em um posto de combustíveis pelo pior caminho) eu tenha dado um pequeno salto, suficiente para tirar todas as rodas do chão e para encher de lama o parachoque durante a “aterrissagem”.

Resumindo, foi um dos testes mais divertidos e eu arrisco a dizer que o carro não foi apenas maquiado e vestido com uma roupa de aventura, mas topa sim um trecho off-road (leve, óbvio) sem maiores preocupações.

O veículo foi cedido gentilmente pela Concessionária Forauto Veículos Criciúma.

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