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Impressões em 60 minutos - Citroen Aircross Shine 2018

Portal Engeplus testou a marca francesa

20
AGO
2017
| 23h09
23h09
Redação Engeplus
Jornalista | Portal Engeplus
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Especial - Vinícius Alexandre R. Fabrício

Voltando aos veículos de montadoras europeias, tive a oportunidade de testar o primeiro carro da Citroen - marca que surgiu na França em 1919 - para a coluna Impressões em 60 minutos. O modelo escolhido: Citroen Aircross, que eu pessoalmente enquadraria como SUV pequeno/médio – urbano/aventureiro e que é vendido no Brasil desde 2010.

O tempo de mercado do modelo logo me remete a duas conclusões. Primeiro é que o visual deve estar ultrapassado e segundo que o veículo foi bem aceito pelo público brasileiro.

A primeira conclusão logo se mostra equivocada quando recebo as chaves, caminho e chego até o carro. É ainda moderno, atual e atraente, prova de que os designers da marca francesa talvez tenham de alguma forma, lá atrás, ainda no lançamento do primeiro modelo, previsto o futuro.

O carro, para possibilitar alguma aventura, possui a suspensão elevada e faz uso de pneus Pirelli Scorpion Atr (205/60) de uso misto montados em belas rodas de liga-leve de 16 polegadas, e no modelo 2018 teve a frente redesenhada, possibilitando um ângulo de ataque 30% superior ao antigo modelo.

Já a segunda conclusão, no entanto, eu acertei em cheio e isto se confirmou facilmente pela quantidade de carros do modelo que é possível ver rodando nas ruas.

Aí, já dentro do carro - que vale dizer é o modelo Shine (o mais completo) - me chamou muito a atenção uma coisa logo no início do teste e antes mesmo de girar a chave. Tamanho perfeito, achatado na parte inferior e com um belo detalhe em alumínio escovado – que baita volante bonito!

O painel de instrumentos mescla itens analógicos e digitais de fácil visualização e ao meu ver casa bem com o carro, sendo algo intermediário entre o clássico e o futurista.

Internamente, o acabamento é condizente com a proposta do veículo e gostei bastante da forração dos bancos -  couro preto nas bordas, com detalhes em couro cinza e o centro em tecido com textura. Falando em bancos os dianteiros além dos ajustes convencionais possuem o ajuste de altura e um muito bem-vindo descanso de braços central (um para cada banco – rebatíveis). No traseiro apoio de cabeça e cinto de três pontos para todos os ocupantes, com destaque para a engenhosa solução adotada para o cinto do passageiro do centro, que vem do teto.

A versão testada conta ainda com ar-condicionado automático digital, central multimídia touchscreen (com possibilidade de espelhar o celular), câmera de ré e piloto automático.

Ainda, como poderão notar na fotografia, o espaço disponível para as pernas dos passageiros é bem generoso e suficiente para acomodar adultos altos (tenho 1,84m).

No trecho urbano ele logo demonstra uma grande qualidade – visibilidade, fruto do amplo para-brisa panorâmico tripartido, que na prática elimina qualquer ponto cego na parte frontal do veículo. Ótimo para evitar sustos e colisões no transito do dia a dia e também bom para manobrar, fazendo boa dupla com a direção elétrica progressiva.

O conjunto mecânico é composto de motor 1.6 de 16 válvulas de 115 cavalos,  acoplado em um câmbio automático de 6 velocidades (com opção de trocas manuais) e que é uma das novidades do modelo 2018, já que até então o modelo automático tinha apenas 4 velocidades.

O motor é bem silencioso quando utilizado até a sua faixa ideal de torque, que parece ser algo próximo dos 4.500 giros. Acima disso ele passa a falar um pouco mais alto e o barulho do motor invade a cabine, mas também, em contrapartida corresponde no desempenho.

O câmbio, além do modo convencional, possui um modo econômico e outro esportivo,  que na prática adiantam e atrasam as trocas de marchas, respectivamente.

Com isso na cidade é possível rodar de forma tranqüila, suave e silenciosa e na estrada, quando necessário, com um pouco mais de aceleração e rotações, você consegue fazer ultrapassagens com segurança.

O veículo ainda superou as minhas expectativas nos quesitos suspensão e freios. Embora tenha a suspensão elevada e a própria carroceria alta ele demonstrou um bom equilíbrio no acerto, proporcionando ao mesmo tempo conforto e transmitindo uma boa sensação de segurança sem rolar muito a carroceria nas curvas mais fechadas.

Na frenagem, em que pese não conte com freios a disco nas 4 rodas (é tambor na traseira), o conjunto se mostrou bem adequado e suficiente para parar o carro com segurança, o que me parece ser fruto da distribuição de peso, boa distancia entre eixos e é claro, uma ajudinha da eletrônica embarcada (ABS e EBD).

Quase me esqueço! O porta-malas tem capacidade de 400 litros e com os bancos rebatidos pode chegar a 1500 litros. Fazendo valer o espírito aventureiro, o estepe fica pra fora, na tampa, evitando que um pneu furado faça você ter que descarregar todo o porta malas.

O veículo foi cedido gentilmente pela Concessionária Le Monde Veículos Criciúma.

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