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Acidentes constantes na serrinha da SC-445 preocupam moradores em Siderópolis

Mesmo após melhorias, trecho apresenta problemas
Acidentes constantes na serrinha da SC-445 preocupam moradores em Siderópolis
Foto: Jessica Rosso
Por Jessica Rosso Em 09/05/2019 às 17:29

Era sábado à noite quando, ao chegar no topo da serrinha de Siderópolis, na SC-445, os faróis dos veículos sinalizavam um acidente. Do lado direito um veículo batido e atravessado na pista, do lado esquerdo, mais à frente, outro veículo nas mesmas condições. O trânsito continuou fluindo, uma vez que a pista é duplicada, mas a reportagem permaneceu no local e presenciou vários veículos em alta velocidade. Em conversa com moradores, muitos alegaram ser esta uma cena constante e disseram que o perigo existe também para os pedestres.

Este trecho da SC-445, que inicia no bairro Patrimônio em Siderópolis e termina ao chegar na rótula que dá acesso à àrea central da cidade de Siderópolis registra acidentes constantes. Em menos de uma semana, o Portal Engeplus cobriu dois acidentes na serrinha, Um deles foi o relatado no início da reportagem, que aconteceu no KM 44 no dia 29 de abril deste ano, e deixou duas pessoas feridas.

De acordo com a Polícia Militar Rodoviária (PMRv) de Cocal do Sul, os maiores responsáveis pelo acidente no trecho são os motoristas. Além disso, segundo a polícia o número de acidentes diminuiu após melhorias e a implantação de duplicação. Mas, para os moradores, é necessário ser feito algo para trazer segurança para os motoristas e pedestres.

Aline Mendes se surpreendeu quando se mudou há pouco mais de um ano para uma residência próxima da rodovia. “Nesse período presenciei vários acidentes, inclusive eu e meu marido somos testemunhas de um acidente onde não houve socorro à vítima. Enquanto nós a socorríamos, um outro acidente foi causado por curiosos que transitavam na rodovia” conta.

Aline afirma que além desses, existem também os casos de "quase acidente", que é diário. “Muitos acidentes, não chegam nem a envolver a polícia, pois com a demora de chegar, muitos fogem”.

Uma das grandes dificuldades apontadas por ela é a travessia na rodovia. “Nós moradores, temos grandes dificuldades em atravessar, seja de carro ou a pé, principalmente nos horários de movimento. Movimento esse, que cresceu muito com a estrada que liga Treviso/ Lauro Mueller/ Serra”.

Ela relata que não há faixa, redutores e acostamento, e nas partes onde existe calçada ela geralmente é tomada por mato. “Existe um descaso com a entrada da nossa cidade e com  os moradores desse lado da rodovia. Já entramos em contato com dois de nossos vereadores, depois de sermos informados que para reivindicar melhorias através de um novo abaixo assinado, deveríamos ter esse apoio, mas não tivemos uma resposta positiva, muito menos interesse em nos ouvir”, revela.

Maria Glória Casagrande mora em uma casa próxima da rodovia há 15 anos. A moradora também já presenciou vários acidentes. “Na época em que vim morar aqui, falei com um vereador mas não tive resposta”. A moradora conta que a rodovia fica muito próxima das casas, e na maioria das vezes precisa esperar muito tempo até conseguiu atravessar. “É bem difícil para nós morarmos aqui, e todos aqui reclamam e não temos nenhuma outra saída”.

O aposentado José Nunes Sobrinho mora no local há quatro anos. Ele e a esposa, Vera, têm dificuldades em se locomover rápido para atravessar na rodovia. Ambos também já presenciaram acidentes. “O carro vem rápido e não temos outra opção, se não a de passar na corrida. Para se ter acesso ao centro da cidade, a pé ou de carro, tem que atravessar, não tem outro jeito”, comenta.

A reportagem entrou em contato com o prefeito de Siderópolis, Hélio César, e ele informou que o assunto não chegou na prefeitura. Segundo o vereador Franqui Salvaro alguns requerimentos foram encaminhados ao Deinfra, mas nenhum é referente ao limite de velocidade de veículos. Os requerimentos se referem a outros problemas. Nos documentos constam que a calçada na região do bairro Santo Luzia possui diversos buracos, impedindo a passagem de pedestres. Já a enconsta, apresenta desmoronamentos em dias de chuva, podendo causar acidentes, além de prejudicar o trânsito.