Trânsito

SC e RS

BR-285 conta com medidas para evitar o atropelamento de animais silvestres

Os atropelamentos em rodovias são uma das principais causas de mortalidade de espécies

10
FEV
2018
| 18h15
18h15
Redação Engeplus
Jornalista | Portal Engeplus
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Os atropelamentos em rodovias são uma das principais causas de mortalidade de diversas espécies da fauna no Brasil. Cálculos feitos por pesquisadores do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE) estimam que até 475 milhões de animais silvestres são mortos desta forma todos os anos. Para minimizar este impacto nos seus empreendimentos, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) executa medidas visando prevenir a morte direta de indivíduos e preservar a conectividade da paisagem.

No caso das obras de implantação e pavimentação da BR-285/RS/SC, licenciadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a travessia segura dos animais no trecho catarinense, em Timbé do Sul, será facilitada por meio de estruturas conhecidas como passagens de fauna. Na Serra da Rocinha, área preservada e de rica biodiversidade, três destes dispositivos subterrâneos estão em fase final de implantação. São bueiros de 1,5m x 1,5m cuja função exclusiva é permitir o deslocamento de espécies nativas. Conforme o coordenador dos Programas de Fauna da Gestora Ambiental (STE S.A.), Guillermo Dávila, o objetivo principal é diminuir o isolamento provocado pela presença do corpo da estrada, o qual fragmenta o habitat e pode representar uma barreira.

A medida é complementada por telas de 1,80m de altura que buscam evitar o acesso dos animais à rodovia, bem como direcioná-los ao local de cruzamento seguro. Dávila prevê que as estruturas serão utilizadas principalmente por mamíferos, como tatus, gambás, cutias, pacas, furões, ouriços, iraras e mãos-peladas. “No entanto, somente no decorrer do tempo e por meio de monitoramento saberemos que tipo de fauna será beneficiada”, afirma.

Já no trecho urbano haverá ainda duas passagens secas por baixo das pontes sobre os rios Rocinha e Serra Velha. “Serão feitas com material local (rocha, seixo) para formar caminhos em cotas superiores ao nível da água”, explica o coordenador. Vale destacar também que o projeto de sinalização conta com placas informando a presença de fauna silvestre. Da mesma forma, a equipe do Programa de Educação Ambiental trabalha o tema em diferentes atividades no intuito de sensibilizar os usuários e comunidades lindeiras à rodovia para um comportamento de direção preventiva em relação aos atropelamentos.

Colaboração: Amanda Montagna

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