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Crônica do Didé: Uma vitória no estilo “nós contra eles”

Crônica do Didé: Uma vitória no estilo “nós contra eles”
Foto: Celso da Luz/CEC
Por Didé Fontana Em 28/07/2021 às 12:20

Um novo assalto com repercussão nacional aconteceu em Criciúma, com o adversário Fluminense contando com a arbitragem e uma ajudinha extra de um reforço: o homem invisível.

O tal do “homem invisível” foi responsável por derrubar Luccas Claro, sendo assim, o árbitro assinalou pênalti sem ao menos se dar o luxo de utilizar o VAR que estava à disposição: Abel Hernández foi lá e diminuiu a diferença, 2 a 1 para o Criciúma.

 O jogo

Antes de os times de futebol entrarem em campo, um outro time já havia iniciado sua grande atuação no dia anterior, que é a torcida Carvoeira. Sob festa com sinalizadores em frente ao CT Antenor Angeloni na véspera e um grande mosaico nas cadeiras do estádio, relembrando o time de 91, a torcida deu seu pontapé.

Noite fria, com a região de Criciúma a espera de uma das maiores frentes frias dos últimos tempos. Dentro de campo, com um gramado muito bem conservado, o clima era outro, quente, fervente, com duas equipes jogando uma grande partida de futebol.

Poucos lances de ataque, muitas brigas do meio-campo e a cada bola adversária lá vinha o Criciúma, a todo custo afastando o perigo, principalmente na base do chutão. É o DNA do Criciúma Esporte Clube em campo.

O primeiro alívio

Em jogo dificílimo em mata-rata, cada gol, cada defesa e cada perigo evitado é um alívio, e o grande alívio chegou com Eduardo, que brilha em jogos importantes, chutou de fora da área e agradeceu ao Hygor, que estava na frente, desviou e marcou: 1 a 0.

 Com o gol, o jogo continuou pegado, com um ar de “cabe mais um”, porém, as equipes foram ao vestiário com 1 a 0 no placar.

 O segundo alívio com o “Playstation”

O segundo tempo continuou pegado, mas o Criciúma diminuiu o ritmo e o Fluminense dominou mais a partida, porém, em um contra-ataque Carvoeiro, Dudu Figueiredo ousou e entrou na área, tentando driblar todo mundo, mas foi contido e caiu.

A princípio, o árbitro não faria nada, porém, foi sinalizado a utilizar o VAR. Em meio a expectativa de análise do VAR, a eufórica equipe do Tabelando em presenciar o VAR pessoalmente, o apelidou carinhosamente de “Playstation”.

E a demora em analisar as imagens deixou todos tensos, mas o árbitro sinalizou: pênalti para o Criciúma. Felipe Mateus foi lá e ampliou o placar, 2 a 0, estava bom demais.

O assalto

Não demorou para surgir um novo assalto em Criciúma após o assalto ao Banco do Brasil ano passado.

Em um lance de ataque do Fluminense, a bola estava no ar, Luccas Claro tentou alcançar, pulou alto e caiu sozinho. Com o lance, o árbitro interpretou que Hélder, atrás de Luccas, havia cometido a falta o empurrando, mas quem fez a falta, na verdade, foi o “homem invisível”. Ele “teria empurrado o jogador adversário, pênalti para o Fluminense, sem direito ao VAR. Abel Hernández foi lá e descontou: 2 a 1 Criciúma.

O Criciúma até tentou marcar o terceiro gol para trazer mais segurança, com Warley cruzando e Gabriel Henrique por um dedo, um centímetro, não alcança a bola, que vai para a linha de fundo.

Substituição: sai o time, entra a torcida

Acaba o jogo, vitória importante e, no lado de fora, em frente ao portão, lá vai a torcida, aglomerada, fazendo a sua festa. O técnico Paulo Baier até aparece para participar da resenha e agradecer o apoio do torcedor.

Até na saída dos carros do estádio e multidão se fez presente. Passaram os carros do técnico Paulo Baier, Luciano Almeida, Wilsão (que até desceu do carro) dentre outros, todos com aquela escolta da torcida.

Com o resultado, a missão continua difícil, pois o jogo é fora de casa, no templo do futebol brasileiro, e o Criciúma vai mostrar, mais do que nunca, que é digno desta classificação as quartas-de-final da Copa do Brasil. Rumo a classificação no Maracanã!!! E viva o retorno do DNA do Criciúma Esporte Clube!!!

Didé Fontana, jornalista e colaborador do Tabelando e portal Engeplus. @Didefontana