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Crônica do Didé: Roberto Volpato, o arrepio de jogar por amor a camisa

Crônica do Didé: Roberto Volpato, o arrepio de jogar por amor a camisa
Foto: Celso da Luz/CEC
Por Didé Fontana Em 14/10/2021 às 12:03

Ser goleiro é uma das, senão a tarefa mais difícil no futebol. Ser goleiro é jogar de forma solitária e mais concentrada possível. Ser goleiro é ser o coração e a alma do time. Ser goleiro é defender o time, literalmente, de todo mal e perigo, é ser um forte contra tiros de todas as armas possíveis. Ser goleiro é proteger com alma, garra e coração, o time no qual esteja defendendo, principalmente o Criciúma, no caso de Roberto Volpato.

Estar resiliente, sempre em forma e em perfeitas condições e preparado, mesmo sabendo ser reserva, levando em conta que a posição de goleiro é a mais difícil de ser trocada, não é tarefa fácil. Mas em se tratando do time do coração, Roberto pode estar se preparando, com o maior prazer, para quando a hora chegar, e chegou.

“Pra mim essa camisa aqui é f...”, disse emocionado, o ídolo torcedor/goleiro Roberto, arrepiando todos os torcedores com sua demonstração de amor à camisa. Afinal, não é todo jogador que joga para o time que torce, poucos tem essa sorte.

A ocasião? Uma rodada fora de casa contra o Figueirense, pela Copa Santa Catarina, rodada essa a qual Roberto foi escalado. “Figueirense e Criciúma é especial”, “é o jogo que eu mais gostei de jogar na minha vida”, sentencia o goleiro com grandes atuações durante a partida.

Já havia atuado em outra oportunidade, na primeira fase, com grande atuação, mas foi no vestiário e no banco de reservas que sua participação foi de grande destaque, incendiando os ânimos dos atletas a todo momento que precisava, digno de um capitão fora de campo.

“Esse pode ter sido meu último jogo”,menciona o general do time, que mistura emoções de arrepio e preocupação por parte do torcedor, que quer vê-lo atuando mais vezes com essa camisa, pois tem muito a ser vivenciado com esse clube que tanto desejou retornar.

O bom filho a casa torna

Anos planejando sua volta, batendo a saudade de vestir a camisa Carvoeira, Roberto Volpato, após temporadas em grandes equipes como Vasco, Ponte Preta, em Portugal, na índia, dentre outras equipes, era hora de voltar.

Saindo em 2005 para buscar novos ares no Vasco da Gama passou grandes temporadas por lá. Terminada sua estadia no Rio de Janeiro, desejava voltar, tal como disse em sua apresentação oficial “quando sai do Vasco, imaginava que poderia retornar, e não aconteceu” assim seguindo ano após anos em outros clubes.

Foram dois anos parado para, enfim, planejar seu retorno em três anos. Eis que aconteceu, de fato, após boas temporadas no Próspera, jogando na cidade que tanto almejava voltar para, enfim, retornar a sua casa: o Criciúma Esporte Clube.