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Crônica do Didé: de volta para casa e a classificação adiada com jogo ruim

Crônica do Didé: de volta para casa e a classificação adiada com jogo ruim
Foto: Celso da Luz/CEC
Por Didé Fontana Em 13/09/2021 às 08:30

Duas derrotas consecutivas fora de casa ditaram a urgência que o Tigre tinha em voltar para seu território. Ali, no Majestoso, ninguém passa por cima, e é em casa que ele se fortalece. 

Foram duas longas semanas e a vontade de voltar, se sentir confortável e recuperar a confiança era grande, principalmente pelo alívio que traria com a classificação vinda com uma vitória. Apenas um golzinho já resolveria tudo.

O adversário
No primeiro turno, o Botafogo de Ribeirão Preto venceu o Criciúma, mesmo com o Tigre jogando melhor em São Paulo. Nesse sábado, vieram para o jogo da vida, como disse o atacante adversário, Walter, em entrevista coletiva.

Argel Fucks, treinador que vez ou outra aparece para reerguer o Criciúma, desta vez era o adversário da noite. O clube paulista, de uniforme semelhante ao do São Paulo Futebol Clube, precisava vencer a toda custa para brigar pela classificação. Porém nada fez em campo

Jogo ruim de se assistir
Noite fria de sábado, Tigre de preto e Botafogo de branco; começava a antepenúltima partida da primeira fase. Bastava vencer e se classificar.
Era o Criciúma entrando na área sem saber o que fazer, Botafogo quase não tocando na bola e atacando muito pouco, e o jogo ia rodando de forma sonolenta no primeiro tempo.

Só dava gosto de ver o Silvinho vez ou outra correndo, mas só isso; Dudu Vieira igual um trator, correndo muito pela trás; Marcel e Rodrigo muito bem na zaga, impedindo o perigo e o lateral Hélder avançando para o ataque.

Apesar das qualidades vistas em campo, nada chegou a média, e o time estava muito acomodado e sem poder de reação.

Mudanças que não surtiram efeito
O segundo tempo foi um pouco melhor, a ponto de ser um jogo que dava de se assistir. Apesar da pouca melhora, tudo do mesmo, com ataque chegando na área sem saber o que fazer. Cansado de não ver reação, Baier aciona os reservas. Primeiro, Marcão entrou no lugar do atacante Henan, que estava inseguro em campo.

Não deu nem tempo e Marcão teve sua primeira oportunidade. No primeiro toque , chutou de primeira, contudo, o goleiro se antecipou em não deixar Marcão sequer arriscar direito.
Fora isso... um chute aqui, defesa ali... nada de demais para um jogo fraco. Era hora de mais mudanças. Silvinho e Dudu Figueiredo saíram para dar lugar a Minho e Gabriel Henrique. Nada fizeram.

Bem no final do jogo, mais uma mudança: saíram Alemão e Felipe Mateus para a entrada de Luiz Paulo e Eduardo. O tempo foi curto e as peças que entraram pouco fizeram.

O Mirassol que pague o pato
A classificação não veio neste final de semana, mas virá no próximo, pois é o último do Tigre em casa na primeira fase, com a obrigação é vencer. Se depender de uma vitória na última rodada fora é algo impensável a um time tão caseiro quanto o Criciúma Esporte Clube.

O Mirassol, clube paulista que enfrentará o Criciúma no próximo final de semana que pague o pato, pois a classificação já tem dono, que é do Criciúma Esporte Clube.

@didefontana é jornalista e colabora para o portal Engeplus e Tabelando