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Crônica do Didé: começa uma final em seis jogos

Crônica do Didé: começa uma final em seis jogos
Foto: Site do Criciúma
Por Didé Fontana Em 02/10/2021 às 21:47

Parece a série de vários jogos na final da NBA. Parece. Mas é futebol brasileiro, com quatro equipes, ao invés de duas, como no principal torneio do basquete mundial.

Cada jogo é decisivo, cada jogo vale título: um acesso à Série B. E cada equipe mira quatro títulos disponíveis, cada um querendo sair do buraco, rumo ao segundo escalão do futebol nacional.

O Tigre dentro da briga
Um começo de ano desastroso, com vexatório rebaixamento à Segunda Divisão do Estadual, ditavam a regra de que não cair à Série D do Brasileiro seria ouro. Em meio a crise a reestruturação foi acontecendo: saíram e entraram diretores e jogadores, até a comissão técnica mudou. Veio Paulo Baier para treinar, e não jogar.

A presidência foi indefinida, devido a crise, com Anselmo Freitas mostrando cansaço e desejo de renunciar na metade do ano, conforme citou em uma reunião com conselheiros do clube. Se manteve no cargo, deu a volta por cima, fazendo parte de grandes façanhas e uma revolução em torno do Criciúma Esporte Clube.

Participação heroica na Copa do Brasil (dava para ir mais longe) somada ao desempenho invicto dentro de casa, pela Série C (sofrendo apenas um empate), assim como a liderança em parte do primeiro turno, levaram a euforia do torcedor a níveis nos quais não se via há tempos.

Pequenas quedas de desempenho vieram recentemente, levando dúvidas entre torcida e imprensa, e até o comando técnico de Paulo Baier recebeu críticas a ponto de pedirem (injustamente) a sua saída. Soube dar a volta por cima e reverteu a má situação de baixos desempenhos, garantindo uma classificação à fase decisiva, após golear por 3 a 0, o Mirassol.

Paysandu, o primeiro obstáculo
O Criciúma foi campeão nacional em 1991, o Paysandu, também, em 2002; o Criciúma foi campeão de divisões nacionais inferiores, em 2002 e 2006, o Paysandu, também, em 1991 e 2001; o Criciúma fez história na Libertadores de 1992, contra um dos maiores times do São Paulo; o Paysandu também fez história na Libertadores, em 2003, vencendo o Boca Junior, em pleno La Bombonera.

Ambas figuram entre as maiores equipes de seus respectivos estados, ambas tem uma imensa e fanática torcida, ambas trocam de divisão vez ou outra e ambas tem uma riquíssima história, de times que vez ou outra se sobressaem entre os grandes, à lá Davi versus Golia.

As duas equipes têm muito em comum, porém, tem de se enfrentar no primeiro obstáculo da série de seis finais desta competição, e que, entre ‘os Davi’, vença o do sul, comandado por um Tigre, faminto em voltar a amedrontar e aparecer no cenário nacional.

 

@didefontana é jornalista e colabora para o Tabelando e Engeplus