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Crônica do Didé: A noite em que o presidente, a torcida e o time jogaram juntos

Crônica do Didé: A noite em que o presidente, a torcida e o time jogaram juntos
Foto: Caio Marcelo/Colaboração
Por Didé Fontana Em 17/10/2021 às 22:50

Foi em um sábado a noite, dia chuvoso daqueles, preguiçoso que não dá vontade nem de sair de casa. Para os que estiveram presente, parabéns, pois aconteceu uma grande festa, com o apoio incondicional que só a torcida do Criciúma Esporte Clube pode proporcionar.

Foram mais de três mil e algumas centenas de torcedores ao templo do futebol Catarinense, mas a sensação era de um estádio cheio em quase sua totalidade, parecendo ter uns 15 mil Carvoeiros presentes, de tamanha festa e barulho que fervilhou o estádio Heriberto Hülse.

Na raça

Não foi um jogo daqueles cheios de ataques das duas equipes, com poucas entradas na área aqui e ali. Foi uma partida concentrada em sua maioria de tempo no meio-campo, com faltas polêmicas (bota polêmica nisso) e as equipes com dificuldades de chegar a área.

Com uma conturbada arbitragem, o Criciúma sofreu duas expulsões e restou para tal situação jogar na raça, no sangue. O time em momento algum perdeu a cabeça por ter 9 em campo, conseguindo segurar o empate e até arriscar um lance ou outro de perigo.

A torcida jogou o jogo todo, pressionando e vaiando a arbitragem.

Torcida em campo

A noite contou com, literalmente, a presença da torcida em campo. O time estava com 9 jogadores em campo, mas a torcida fez parecer estar com 12, dando gás ao time a todo momento.

“Vamos subir, Tigreeeee. Vamos subir, Tigreeeee. Êêêê, vamos subir, Tigreeeee” foram o que os jogadores puderam ouvir ao entrar no vestiário para o intervalo e, posteriormente, no fim do jogo. Durante o confronto não houve um momento em que a torcida parava de cantar, relembrando tempos áureos de 2012, tempos nostálgicos.

Em meio a partida, enquanto sinalizadores são proibidos no estádio, a torcida deu um jeito de fazer a sua parte e iluminar o Heriberto Hülse com o flash de seus celulares. Imagina se apagasse os refletores do estádio? Não ia fazer diferença, pois a torcida daria jeito de clarear o campo para empurrar o time.

Presidente entra em campo

Com o calor da partida e o time jogando na raça a todo instante com dois jogadores a menos, o presidente Anselmo Freitas resolveu entrar em campo após a partida.

A medida em que os jogadores iam se dirigindo ao vestiário após o jogo, lá estava o homem parabenizando e cumprimentando cada aleta que ali passava, com prováveis dizeres de “valeu, bom jogo” “boa, na próxima vocês ganham deles” “bom trabalho”. São atitudes de um mandatário que joga junto com a equipe. Afinal, quem não se sente mais motivado ainda quando dá o melhor de si, não consegue o resultado, mas o patrão vai lá, parabeniza o esforço e apoia para melhorar na próxima?

Municiado com o calor da partida, após cumprimentar os jogadores, Anselmo virou-se diante da torcida e começou a pular junto com os Carvoeiros, mostrando que antes de ser presidente, sempre foi e será um torcedor Carvoeiro.

@Didefontana é jornalista e colabora para o Tabelando e Engeplus.