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Polícia Civil investiga enforcamento de cachorro no bairro Nossa Senhora da Salete

Crime aconteceu no último final de semana, no limite com o bairro Jardim Maristela
Polícia Civil investiga enforcamento de cachorro no bairro Nossa Senhora da Salete
Foto: Rafaela Custódio/Arquivo Engeplus
Por Thiago Hockmüller Em 15/10/2020 às 11:12

Um cachorro foi morto enforcado no último final de semana, no bairro Nossa Senhora da Salete em Criciúma. A Polícia Civil investiga o caso e o autor do crime pode pegar entre dois a cinco anos de reclusão, caso seja identificado.

A investigação está a cargo do delegado Fernando Pagani Possamai, da 1° Delegacia de Polícia Civil de Criciúma. De acordo com ele, não há testemunha ocular do crime e imagens gravadas por câmeras de monitoramento devem contribuir na identificação.

“Encaminhamos para investigação, mas não tem novidade ainda. O cidadão estava caminhando na rua e localizou o cão enforcado no começo da manhã (de domingo), pendurado na árvore. Chamou a Polícia Militar e o animal foi recolhido. A dona do cachorro tinha registrado o desaparecimento no sábado e segundo ela não há animosidade com ninguém”, explica o delegado.

Ainda conforme a autoridade, este tipo de crime não é comum na cidade e possui pouca notificação em órgãos policiais, todavia, um caso de envenenamento também está sob investigação. “Não é comum. O envenenamento com uso de chumbinho é mais comum e já teve naquela região. Também está sendo investigado. Não há demanda grande, são casos isolados. Pelo menos ao que chega no nosso conhecimento”, relata o delegado.

Lei está mais rígida 

No último dia 29, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que aumenta as penas para quem maltratar cães e gatos. Agora, este crime passa a ser punido com prisão de dois a cinco anos, multa e proibição da guarda. Antes, a pena era de detenção de três meses a um ano, além de multa. “A pena aumentou. Se fosse pego em flagrante, seria preso”, argumenta Pagani.

A pena de reclusão da nova lei também prevê cumprimento em estabelecimentos mais rígidos, como presídios de segurança média ou máxima. O regime de cumprimento de reclusão pode ser fechado, semiaberto ou aberto.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem 28,8 milhões de domicílios com, pelo menos, um cachorro e mais 11,5 milhões com algum gato.

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