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Mesmo com flexibilização, público segue obedecendo às normas de saúde, analisa a PM

Na 6ª RPM, mais de 7,3 mil fiscalizações já foram realizadas desde o início da quarentena
Mesmo com flexibilização, público segue obedecendo às normas de saúde, analisa a PM
Foto: Divulgação/PMSC
Por Lucas Renan Domingos Em 26/05/2020 às 19:05

Com as flexibilizações de atividades econômicas em Santa Catarina em meio a pandemia do novo coronavírus, a Polícia Militar (PM) passou a intensificar as fiscalizações de cumprimento das regras estabelecidas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). Na 6ª Região de Polícia Militar (6ª RPM), desde o início da quarentena já foram realizadas mais de 7,3 mil abordagens em estabelecimentos comerciais, o que corresponde a 14% de todas as fiscalizações da PM no Estado. Na avaliação do comandante da 6ª RPM, coronel Evandro Fraga, empresários e população da região estão obedecendo às normas.

“Quando observamos relaxamentos, fazemos a fiscalização. Eu mesmo, recentemente, fiz uma ronda na Praça Nereu Ramos e constatei dois senhores, com mais de 60 anos, conversando em uma curta distância e sem máscara. Eu parei e falei para eles usarem a máscara e eles atenderam ao pedido. Se não policiarmos uns aos outros, há sim um perigo de propagação desse vírus que segue circulando, conforme apontam os principais órgãos de Saúde do nosso Estado e da nossa região”, afirmou Fraga.

Somente nos últimos sete dias, policiais da 6ª RPM realizaram 1.403 abordagens, sendo 232 delas nas últimas 24 horas. “Em relação aos estabelecimentos comerciais, fiscalizamos sobre dois aspectos: se há alvará e a fiscalização ostensiva baseada na saúde pública se as medidas relacionadas ao coronavírus estão sendo cumpridas. A ocupação do espaço ela é permitida, desde que haja a utilização de máscara, distanciamento e álcool gel”, acrescentou o comandante.

Ele ainda pede para que as pessoas obedeçam às recomendações dos órgãos de Saúde e auxiliem a Polícia Militar na fiscalização. “Se nós negligenciarmos na fiscalização, diminuindo o número de abordagens, certamente as pessoas passarão a entender que tudo voltou ao normal. Nós pedimos para que as pessoas sejam corresponsáveis na ordem pública, na tranquilidade pública, na segurança pública e na salubridade pública. Ainda não sabemos se entramos no pico ou não. A responsabilidade passa a ser de todos para ter uma melhor resposta da nossa comunidade. Quando o vírus não bate na nossa porta, não atinge uma pessoa próxima de nós, as pessoas tende a desacreditar. Mas quando atinge um amigo, um familiar, um colega de trabalho, acabamos ficando mais preocupado”, completou o coronel.