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Ronda Penal: uma parceria entre judiciário e Polícia Militar

Policiais militares realizam rondas em residências de detentos que estão no regime aberto
Ronda Penal: uma parceria entre judiciário e Polícia Militar
Foto: Divulgação / Ilustrativa
Por Rafaela Custódio Em 23/08/2019 às 09:32

O Poder Judiciário e a Polícia Militar (PM) de Criciúma estão trabalhando juntos. A parceria é chamada de Ronda Penal, um programa em que policiais visitam as residências de presos que estão no regime aberto, período onde a pessoa deve trabalhar ou exercer outra atividade autorizada durante o dia e ficar em casa à noite. 

A juíza da Vara de Execuções Penais de Criciúma, Débora Rieger Zanini frisa que os presos que recebem a condição de regime aberto precisam estar em casa durante à noite e muitos acabam não cumprindo com a lei. “Começamos a notar que essas pessoas recebiam o regime aberto, mas ninguém fiscalizava. Então, a Polícia Militar começou a auxiliar o Poder Judiciário. Os policiais realizam visitas surpresas aos presos e, se eles não estiverem em casa, acabam voltando ao presídio”, explica. 

Débora relata que a Ronda Penal também serve para presos que recebem a saída temporária em algumas datas comemorativas, por exemplo. “Todos eles nos passam um endereço e nós repassamos para a PM e os policiais realizam as rondas”, conta. “Quando os policiais chegam nas residências e os presos estão em casa, eles anotam que está tudo certo e pronto. Se o preso não estiver, sou avisada e a pessoa regride”, acrescenta. 

Em 2019, a Polícia Militar já realizou mais de 1.300 visitas aos presos com regime aberto. “Todos os policiais militares realizam a Ronda Penal. O projeto trouxe ainda mais segurança à sociedade porque sabemos onde esses presos estão e, caso não estejam no endereço indicado, o Poder Judiciário é avisado imediatamente. É uma parceria que tem dado certo e estamos felizes com os números”, declara o comandante da 6ª Região de Polícia Militar (PM), Coronel Cosme Manique Barreto

O comandante ainda relata que a principal meta da PM e do Poder Judiciário é cumprir com a lei. “Estamos trabalhando para manter tudo em ordem e que os presos cumpram com a lei. Esta é a nossa missão. A juíza Débora tem trabalhado ao nosso lado para que possamos a cada dia trazer ainda mais segurança à população”, pontua. 

A juíza registra que no primeiro semestre de 2018, Criciúma registrou 279 roubos e no mesmo período neste ano, foram 80. “Temos a certeza de que a Ronda Penal contribuiu para a diminuição dos números. Claro que não podemos afirmar que os roubos foram praticados por quem estava no regime aberto. Mas, desde que começamos com a parceria, nós tivemos um resultado muito positivo nos crimes”, finaliza.

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