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Funcionária da Afasc que desviou merenda escolar responderá por peculato

Segundo investigações, mais de três toneladas de carne de frango foram desviadas
Funcionária da Afasc que desviou merenda escolar responderá por peculato
Foto: Divulgação / Polícia Civil
Por Rafaela Custódio Em 22/10/2019 às 09:20

Uma nutricionista da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc) foi presa nessa segunda-feira por desviar merenda escolar. O caso veio a público nessa segunda-feira, dia 21, pela equipe de investigação da 1ª Delegacia de Polícia Civil. Uma outra mulher, que não é funcionária da instituição, está envolvida no caso e também foi presa em flagrante com 50 kg de carne de frango em sua residência em Criciúma. 

Segundo o delegado Túlio Falcão, titular da 1ª DP, a investigação iniciou na última quarta-feira após denúncias de funcionários da Afasc. “Com as informações que recebemos, nós começamos a montar um quebra-cabeça. Mas ainda temos que investigar outros fatos, como, por exemplo, sobre outras pessoas que compraram essa carne. Sabemos que a venda também foi realizada no atacado”, explica. 

De acordo com o delegado, a funcionária da Afasc possui uma dívida com a outra mulher detida e pagava com as carnes. “A nutricionista ia até a cooperativa que distribuía as carnes, retirava os alimentos, assinava os recibos e desviava. As vendas eram realizadas todas as segundas-feiras. Ontem ainda apreendemos R$ 2.250 em espécie. O dinheiro é referente às vendas das carnes”, acrescenta Falcão. 

O delegado ainda relata que mais de três toneladas de carne foram desviadas da instituição. “Em um recibo de outubro deste ano, aparece o desvio de duas toneladas. Continuaremos investigando para saber ao certo quantas toneladas foram desviadas”, pontua. 

Falcão comenta que a funcionária será indiciada por peculato contra administração pública e a pena para este crime é de dois a 12 anos. Já a outra mulher poderá responder por receptação qualificada e a pena para o crime é de três a oito anos. “As duas mulheres prestaram depoimento e foram liberadas em seguida. Mas as investigações não terminaram. O crime estava acontecendo desde novembro do ano passado, mas nos últimos meses aumentaram os desvios”, finaliza.

Afasc se pronuncia sobre o fato 

A Afasc emitiu uma nota informando que está colaborando com as investigações e assim que soube dos fatos fez um Boletim de Ocorrência. Confira a nota:

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