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Cruz Vermelha de Criciúma não fará campanha por Brumadinho

Orientação partiu do comando nacional. Já são 58 mortos e 305 pessoas seguem desaparecidas
Cruz Vermelha de Criciúma não fará campanha por Brumadinho
Foto: Presidência da República/Divulgação
Por Thiago Hockmüller Em 28/01/2019 às 10:01

A Cruz Vermelha de Criciúma deve emitir logo mais um comunicado anunciando que não fará campanhas para arrecadação de donativos para vítimas do desastre ambiental em Brumadinho (MG). Uma barragem da mineradora Vale se rompeu na última sexta-feira, dia 25, e até o momento há confirmação de 58 mortos e 305 pessoas desaparecidas. Outras 192 foram resgatadas vivas. A tragédia também destruiu diversas casas da região.

Segundo o presidente da Cruz Vermelha de Criciúma e um dos coordenadores da Equipe Multi-Institucional, Almir Fernandes, a orientação partiu do comando nacional do órgão. “Existem muitas pessoas querendo ajudar e existe uma comoção geral. Mas no momento não vamos fazer campanhas, não é necessário e já tem voluntários e donativos suficientes para a demanda. A orientação nacional é que a chegada de mais pode até atrapalhar a logística deles”, explica, lembrando que muitas pessoas procuraram o órgão em Criciúma para doação de donativos e também para oferecerem voluntariado. 

Almir também faz um alerta. Para participar de campanhas, principalmente as divulgadas em redes sociais, é necessário buscar o máximo de informações, sobretudo se tiverem logomarcas de órgãos da segurança pública, para evitar cair em campanhas falsas. "Antes de doar ou se mobilizar em campanhas, é preciso checar as informações, principalmente de órgãos oficiais. É preciso checar na fonte e buscar os órgãos oficiais para averiguar", avisa.

A Cruz Vermelha de Criciúma já participou de diversas operações pós-desastre, como na enchente de Blumenau em 1997, no Furacão Catarina em 2004, estendendo, inclusive, os trabalhos para municípios do litoral Norte do Rio Grande do Sul, e na enchente que assolou o Vale do Itajaí em 2008.