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Polícia Federal realiza operação para combater fraudes envolvendo depósitos judiciais trabalhistas

A operação conta com a participação de 38 policiais federais
Por Rafaela Custódio Em 09/08/2018 às 07:45

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira, dia 9, em Criciúma, a Operação Perfídia, destinada a apurar a existência de esquema fraudulento, aparentemente orquestrado com a participação de servidores públicos, consistente no desvio e apropriação, mediante falsificação de alvarás e ofícios judiciais, de vultosos montantes depositados em contas bancárias vinculadas a processos em trâmite na 2ª Vara do Trabalho de Criciúma.

Conforme demonstra levantamento parcial efetuado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (Santa Catarina), que detectou inicialmente as irregularidades e prestou apoio à investigação, o esquema teria sido operado durante os anos de 2010 a 2018 e desviado mais de dez milhões de reais, com utilização de pessoas e empresas da organização criminosa para movimentar os recursos.

A operação conta com a participação de 38 policiais federais, que dão cumprimento a 01 mandado de prisão preventiva e a 08 mandados de busca e apreensão nas cidades de Criciúma, Cocal do Sul e Urussanga, expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Federal de Criciúma. Houve, ainda, determinação judicial de bloqueio de bens e valores dos investigados visando salvaguardar a reparação do dano sofrido, além do afastamento cautelar do exercício do cargo público em relação a um dos investigados.

No inquérito policial instaurado para completa apuração dos fatos, os investigados poderão ser indiciados pela prática dos crimes de peculato (art. 312 do Código Penal) e formação de organização criminosa (art. 2º da Lei 12.850/2013), cujas penas máximas somadas podem chegar a 20 anos de prisão.

O nome da Operação, Perfídia,faz referência ao ato de deslealdade cujos indícios indicam que teria sido praticado pelos servidores públicos investigados, que ocupavam cargos de confiança, mas teriam agido com dissimulação e traído a confiança neles depositada.

Colaboração: Comunicação Polícia Federal