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Jogo do bicho: 23 denunciados por lavagem de dinheiro

Jogo do bicho: 23 denunciados por lavagem de dinheiro
Foto: Caio Marcelo / Jornal da Manhã / Arquivo
Por Redação Engeplus Em 12/04/2017 às 22:30

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apresentou denúncia contra 23 pessoas pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro proveniente do jogo do bicho. Os denunciados foram investigados pela "Operação Castelo de Cartas", deflagrada pela Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) em dezembro do ano passado.

A denúncia foi apresentada pela 4ª Promotoria de Justiça de Araranguá e relata que a organização criminosa atuava nos três principais municípios do Sul do Estado: Araranguá, Criciúma e Tubarão. Segundo a denúncia, a lavagem do dinheiro ocorria por meio de empresas de fachada e pela aquisição de imóveis e veículos em nome de laranjas.

De acordo com a denúncia apresentada pelo promotor de Justiça Marcio Gai Veiga, a organização era liderada por um banqueiro, a partir de Tubarão, de onde mantinha conexão com os núcleos de Araranguá e Criciúma, esta última dividida em três subnúcleos. Além do líder da organização, foram denunciados pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e pela contravenção de jogo do bicho, outros 15 envolvidos.

Também foram denunciadas, pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, seis pessoas que, mesmo sabendo da origem ilícita dos valores, emprestaram seus nomes para a abertura de empresas, registro de imóveis, compra de veículos ou movimentação bancária.

Além disso a organização tinha um contador, que era encarregado de prestar assessoria quanto a dissimulação e ocultação de bens provenientes de infrações penais.

Ao apresentar a denúncia, o Promotor de Justiça se manifestou pelo perdimento de todos os bens bloqueados, inclusive das empresas utilizadas para a lavagem de dinheiro - que desde já devem ter suas atividades suspensas. Manifestou-se também pela conversão de valores e bens móveis e imóveis adquiridos com recursos ilícitos em favor do Fundo de Melhoria da Polícia Civil. A denúncia ainda não foi avaliada pelo Poder Judiciário. Se aceita, os denunciados passam a réus em ação penal.

(Coordenadoria de Comunicação Social / MP-SC)