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Suspeito indiciado por homicídio duplamente qualificado

Delegado também representou hoje pela prisão preventiva do suspeito
Suspeito indiciado por homicídio duplamente qualificado
Foto: João Zanini
Por Redação Engeplus Em 26/01/2016 às 16:29

O jovem de 23 anos, único acusado pela morte brutal do menino indígena Vitor Pinto, de dois anos, foi indiciado pela Polícia Civil por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e sem chance de defesa à vítima. Ainda há o agravante de um terço da pena, em caso de condenação, pelo fato da vítima ser criança e também indígena. Conforme relata a repórter Talise Freitas, da Rádio Eldorado, o conteúdo do inquérito policial foi divulgado em coletiva de imprensa, na tarde desta terça-feira, na Delegacia de Imbituba, pelo delegado responsável pelo caso, Raphael Giordani.

A documentação, com mais de 200 páginas, contendo depoimentos, vídeos e áudios, será encaminhada até o final desta tarde ao Fórum de Imbituba. O próximo passo será análise do Ministério Público (MP), que pode oferecer denúncia à Segunda Vara Criminal, solicitar mais provas, ou mesmo arquivar o caso, o que nesta última hipótese será raro ocorrer, conforme a Polícia Civil, já que agora o indiciado é autor confesso e há provas que indicam com clareza a autoria.

“Ele frisou que não matou pelo fato do menino ser índio, mas por ser criança, e que isso traria mais impacto na sociedade. Disse que recebeu um chamado de um espírito chamado tranca-rua, de que, se matasse uma criança iria alcançar seus anseios e ser aceito na sociedade. Falou isso de maneira fria e serena”, declarou o delegado.

Contrariando a tese da defesa, a autoridade policial acredita que ele tinha consciência do que fez. “Não há nenhum histórico de natureza psiquiátrica e tudo aponta que ele estava consciente quando cometeu esse crime bárbaro. Em relação à versão que ele deu de pertencer a uma seita, e por isso cometeu o homicídio, também não acredito. Ouvimos um integrante de uma religião, amigo dele, que afirmou não usar de sacrifício humano”, relata Giordani.

O acusado segue detido, em cela separada dos demais detentos, na Unidade Prisional Avançada (UPA) de Imbituba. O delegado também representou pela prisão preventiva do agora indiciado, que está preso temporariamente desde o dia 1º deste mês. 

Texto: Talise Freitas / Rádio Eldorado