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Caso Hannelore: Inquérito policial deve ser concluído e entregue à Justiça até terça-feira

Delegado de Imbituba já recebeu os laudos dos exames de DNA e cadavérico, os quais confirmam o que a investigação já havia apontado
Por Vanessa Amando Em 10/05/2013 às 20:21
O relatório do inquérito policial sobre o caso da professora Hannelore Siewert, de 40 anos, deve ser concluído e entregue à Justiça no máximo até a próxima terça-feira. A confirmação é do delegado de Imbituba, Raphael Giordani, que investiga o caso. "Recebi alguns laudos periciais que estavam faltando, como o exame de DNA e o cadavérico. Os resultados serão anexados ao processo e confirmam toda a linha de investigação que estávamos seguindo", afirma Giordani.

De acordo com os peritos do Instituto de Análises Forenses, os quais analisaram amostras de sangue colhidas dos pais de Hannelore e confrontaram com material extraído do corpo encontrado carbonizado, "o material analisado apresenta o perfil compatível para ser de uma descendente" deles. A informação foi divulgada no Twitter da Polícia Civil de Imbituba.

Além disso, o médico legista do Instituto Médico Legal (IML) de Laguna concluiu no exame cadavérico que havia um afundamento de crânio no corpo encontrado e que esta teria sido a provável causa da morte de Hannelore. "A fratura na cabeça deve ter sido feita ainda em vida, pela tomfa que encontramos no veículo do casal, pois nele havia vestígio de material semelhante a sangue, mas o laudo do luminol ainda não foi concluído, assim como o do local do crime, que é a casa deles, onde havia bastante sangue. Isso também deve provar que ela sofreu agressões e deve ter ficado bastante machucada, mas o corpo foi carbonizado, o que dificulta o encontro de provas", ressalta o delegado.

Nenhum projétil de arma de fogo foi encontrado no corpo, o que afasta a possibilidade de Hannelore ter sido morta a tiro. Além da lesão na cabeça, o exame cadavérico também aponta fraturas nos ossos dos dois braços, no osso da perna esquerda e da coxa direita. Como o corpo foi carbonizado, não foi possível concluir se essas lesões foram feitas antes ou depois da morte, mas provam que, em algum momento, a vítima teve os membros superiores e inferiores cortados.