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Polícia Militar intensifica ações para a construção de uma nova CRE em Criciúma

Com ampliações de atendimentos, atual espaço não comporta modernização dos serviços
Polícia Militar intensifica ações para a construção de uma nova CRE em Criciúma
Foto: Lucas Renan Domingos/Portal Engeplus
Por Lucas Renan Domingos Em 13/10/2021 às 15:45

O tema já é um desejo antigo da Polícia Militar (PM) de Criciúma, mas voltou ao debate e teve um pequeno avanço em 2021. Não é de hoje que o comando do policiamento do município, amparado pelo comando da 6ª Região de Polícia Militar (6ª RPM), vem planejando a construção de uma nova Central Regional de Emergências (CRE). Somente no número 190, a unidade inaugurada em 2006 atende em média mil ligações diárias de toda as cidades da Região Carbonífera e carece de um novo espaço para melhorias nos serviços.

Além dos policiais militares, na CRE de Criciúma trabalham um servidor da Diretoria de Trânsito e Transporte (DTT) da cidade e mais cinco profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que recebem chamados de toda a região Sul do Estado. Até o ano de 2022, a cidade de Criciúma deverá aumentar a quantidade de câmaras de monitoramento, contando com equipamentos capazes de reconhecer placas de veículos e rostos de pessoas.

Dessa forma, com mais de 15 anos em atividade, a atual estrutura da CRE de Criciúma precisa ser repensada para o futuro, ampliando, principalmente, o seu espaço físico. “Com a previsão da instalação de mais câmeras, automaticamente precisaremos de mais pessoas para fazer o controle desses equipamentos. E o espaço físico que temos atualmente não comporta esta evolução”, explica o tenente-coronel Ronaldo da Silva Cruz, chefe da CRE de Criciúma.

“Quando a CRE foi lançada, a proposta era de quatro policiais realizassem o atendimento, porque naquela época o número de chamadas era bem menor. Hoje a realidade é outra. Temos ali dez monitores, três estações de monitoramento e já é apertado. É preciso um novo local para melhorar as condições de trabalho”, reforça o sargento Marcelo Carradore, que atua no setor administrativo da CRE de Criciúma.

Uma questão de segurança

O tenente-coronel lembra ainda que a outra preocupação é a segurança do local. “Em um evento como o que ocorreu em novembro de 2020 (o assalto ao Banco do Brasil), em uma hipotética invasão do batalhão, a CRE estaria vulnerável. Esta ocorrência também fez a Polícia Militar repensar a segurança em seus quartéis, não somente em Criciúma, mas em todo o Estado. E aqui em Criciúma reforçou a necessidade de se pensar em um novo espaço para a CRE”, disse Cruz.

A ideia é que o novo espaço seja construído em uma área de aproximadamente 350 metros quadrados dentro do próprio terreno do 9º Batalhão de Polícia Militar de Criciúma (9º BPM). “A Central Regional de Emergência é o cérebro do policiamento. E por ali que é coordenado o serviço na rua. Precisamos de um ponto mais adequado, mais calmo e seguro”, salienta o sargento Cassiano Sabino, que também trabalho no setor administrativo da CRE.

O primeiro passo é o projeto

O início da construção da nova CRE está entre as metas do comando da 6ª RPM entre os anos de 2021 e 2022. O primeiro passo foi conquistado, mas ainda precisa avançar. É que a obra ainda não possui o projeto, o que inviabiliza a arrecadação de recursos para os investimentos necessários. Para isso, a Polícia Militar (PM) tem contado com as forças econômicas da região.

“O assunto foi levado para a Associação Empresarial de Criciúma, para a Câmara de Dirigentes Lojistas, para o Fórum de Entidades de Criciúma e outras instituições. O Forcri nos disponibilizou um arquiteto que fará o projeto. A intenção é avançar nas tratativas para definir a estrutura e o valor final para a construção”, afirma o chefe da CRE de Criciúma.

Ele acrescenta ainda que a ideia já foi bem implantada nas entidades regionais, mas que ainda é preciso uma maior mobilização para que a proposta saia do papel. "Este passo da Forcri em disponibilizar o arquiteto já foi um grande benefício. Acontece que razões e justificativas para se ter uma nova CRE são fáceis de listar, o que a gente precisa é uma maior mobilização, principalmente política. O comando regional sabe desta necessidade, o comando-geral conhece a intenção, mas sozinhos não vamos conseguir convencer o governador a alocar recursos para esta obra. É o que precisamos avançar", completa. 

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