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Equipes de Ressuscitação Cardiopulmonar oferecem agilidade no atendimento aos pacientes

Ao todo, são 75 grupos que atuam em todos os setores do HSJ
Equipes de Ressuscitação Cardiopulmonar oferecem agilidade no atendimento aos pacientes
Foto: Thiago Hockmüller/Arquivo Engeplus
Por Redação Engeplus Em 17/05/2021 às 14:28

O cuidado e a atenção ao paciente precisam estar em evidência durante todo o período de permanência dentro de uma instituição hospitalar. No Hospital São José (HSJ) de Criciúma, além da preocupação na realização dos processos com excelência, diversas equipes são responsáveis por cuidados específicos que garantem a saúde e o bem-estar de todos. Entre elas estão as equipes de Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP). 

Ao todo, são 75 grupos que atuam em todos os setores do HSJ, conforme cada turno de trabalho e tem como principal objetivo o de salvar vidas com segurança e agilidade. “Cada setor do hospital conta com uma equipe de Ressuscitação Cardiopulmonar, composta por um enfermeiro, que é responsável em administrar as medicações, dois técnicos de enfermagem para realizar revezamento de massagem cardíaca, um técnico de enfermagem responsável em manter as vias aéreas e um médico”, explica a coordenadora de Clínicas SUS do HSJ, Claudia Dozol Barabas.

Essas pessoas são identificadas por uma braçadeira conforme sua função (vermelha: massagem cardíaca; verde: medicação; azul: vias aéreas), para que os demais membros possam identificar de forma rápida. As equipes são treinadas conforme o Protocolo Institucional de Parada Cardiorrespiratória, que tem como objetivo tornar rápido, sincronizado e organizado o atendimento, aumentando a chance de sucesso na ressuscitação cardiopulmonar. 

“Em 2017 começamos a formar as primeiras equipes e a realizar os treinamentos realísticos (onde simulamos uma PCR no setor que a equipe se encontra). Desde este início foram perceptíveis os resultados, a equipe de enfermagem ficou mais segura nos procedimentos que deve realizar, ficou mais envolvida, houve sincronia com o médico e o olhar para o paciente grave ficou mais sensível. Conforme nosso Indicadores de resultado, hoje conseguimos iniciar as manobras com menos de um minuto de parada cardiopulmonar. Como estamos sempre em constante aperfeiçoamento, a equipe multiprofissional está revendo alguns dos processos para melhorar ainda mais a qualidade e a agilidade do atendimento”, comenta Claudia.

Trabalho voltado a prevenção

Segundo a gerente de enfermagem do HSJ, Thamilis Peruchi Csunderlick, o maior objetivo é de prevenir as mortes em pacientes que tenham piora clínica, por isso a necessidade de estar em constante treinamento e orientação, já que os estudos mostram que esta ação aumenta significativamente a sobrevida dos pacientes. “Além do Protocolo de PCR que nos orienta como realizar a ressuscitação passo a passo, utilizamos em conjunto o Protocolo de Deterioração Clínica, que nos mostra se o paciente está piorando”, enaltece a especialista.

Por meio deste protocolo existe uma escala (Mews) que norteia de quanto em quanto tempo devem ser verificados os sinais vitais do paciente (que pode ser a cada 6h, 4h, 2h ou 1h).  Isso sinaliza em uma tela grande que fica dentro do Posto de Enfermagem. 

“Conforme a pontuação, a enfermagem comunica ao médico para evitarmos que aconteça a PCR. Porém, se acontecer, a primeira pessoa que identificar o problema chama a equipe e são iniciadas as manobras. Neste mesmo momento, o enfermeiro chama o médico que está de plantão dentro do Hospital via rádio e comunica que há um caso de PCR no setor. Quando o médico chega ao local, as manobras já estão em andamento e inicia as medicações e os demais procedimentos”, garante Thamilis.

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