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Covid-19: vacinas chegam em Criciúma na próxima quarta; imunização inicia com profissionais da saúde

O município deve receber oito mil doses, segundo o secretário de Saúde
Covid-19: vacinas chegam em Criciúma na próxima quarta; imunização inicia com profissionais da saúde
Foto: Thiago Hockmüller/Arquivo Portal Engeplus/Ilustrativa
Por Rafaela Custódio Em 15/01/2021 às 09:54

A sexta-feira, dia 15, iniciou com boas notícias para os moradores de Criciúma. O secretário de Saúde, Acélio Casagrande, garantiu que na próxima quarta-feira, dia 20, o município pretende iniciar a vacinação contra o coronavírus. A Secretaria Municipal de Saúde deverá receber oito mil doses da Coronavac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, e da vacina Oxford-Astrazeneca. 

Nesta primeira fase, receberão a vacina os profissionais de saúde que estão na linha de frente. “Participamos de uma reunião com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e ele informou que o Governo Federal comprou seis milhões de doses da Coronavac e mais dois milhões da vacina da Oxford-Astrazeneca. O Ministério da Saúde irá encaminhar as doses ainda na terça e na quarta-feira da próxima semana já estará nos municípios do país”, afirmou Casagrande em entrevista ao jornalista João Paulo Messer, da Rádio Eldorado. 

Segundo Casagrande, Criciúma deve receber oito mil doses, sendo que quatro mil serão aplicadas nos profissionais da saúde e o restante será para a segunda dose. “Temos os insumos e já estamos com as salas de vacinação preparadas. Todos os locais estão aptos para receber as doses”, afirmou. 

Eficácia da vacina 

A CoronaVac, vacina contra o novo coronavírus produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, tem eficácia geral de 50,38%. Na semana passada, o governo havia dito que a taxa de eficácia da vacina era de 78%. Mas isso se refere apenas à eficácia da vacina em relação a casos leves e que precisaram de alguma atenção médica. 

A eficácia geral é medida, durante os testes da vacina, comparando-se a quantidade de todos os casos (leves, moderados ou graves) que foram registrados de Covid-19 entre os voluntários que foram vacinados e os voluntários que receberam placebo. Ao longo do estudo de eficácia no Brasil, 252 voluntários tiveram o vírus de forma leve (sem necessidade de ajuda médica ), sendo que 85 deles haviam tomado vacina e 167, placebo (uma substância inócua). Dentre os voluntários no Brasil, 4.653 tomaram essa vacina e 4.599 tomaram placebo. 

Já o resultado de eficácia dos casos leves, em pacientes que precisaram receber alguma assistência médica, foi de 77,96%, sendo que sete pessoas haviam recebido a vacina, e outras 31, placebo.

A taxa de eficácia da CoronaVac está acima dos parâmetros mínimos exigidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A taxa mínima de eficácia de uma vacina recomendada é de 50% como parâmetro de proteção. 

Segundo o Butantan, a vacina garante proteção total contra casos graves e mortes provocadas pela doença. Nesse caso, sua eficácia foi de 100%. Nenhum voluntário que tomou a vacina morreu ou precisou de internação.