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'Nossa preocupação é que os hospitais estão lotados', disse presidente da Amrec após reunião

Municípios da região da Amrec trataram sobre o Centro de Retaguarda do Rio Maina
'Nossa preocupação é que os hospitais estão lotados', disse presidente da Amrec após reunião
Foto: Rafaela Custódio / Arquivo Engeplus
Por Jessica Rosso Em 27/11/2020 às 17:50

Nesta sexta-feira, dia 27, ocorreu uma reunião com os prefeitos dos 12 municípios da região da Amrec, para tratar das ações conjuntas que serão tomadas em relação ao coronavírus. O presidente da Amrec e prefeito de Cocal do Sul, Ademir Magagnin, disse que o foco da reunião foi o Centro de Retaguarda do Rio Maina. "Esse hospital vai dar aquele suporte clínico, o cidadão que está com sintomas e precisa de atendimento hospitalar vai para lá, terá o atendimento médico e remédios". A informação foi dada em entrevista à Rádio Eldorado.

O Centro de Retaguarda terá até 100 leitos para atender os casos confirmados da doença, encaminhados dos Centros de Triagem. O local também terá equipamentos de alas semi-intensivas para possíveis agravamentos, até que o paciente seja encaminhado para a UTI. Será contratada uma Organização Social (OS) para gerir o espaço em caráter emergencial. “Até amanhã, teremos uma OS para a gestão do CT, e nos próximos dias abrir o espaço para receber os primeiros pacientes”, acrescentou o secretário municipal de saúde, Acélio Casagrande.

"Nossa preocupação é que os hospitais estão lotados, então com isso começamos a desafogar um pouco, principalmente o Hospital São José", disse Magagnin. A decisão ocorreu após a reunião realizada na noite dessa quinta-feira, dia 27, no gabinete do prefeito de Criciúma Clésio Salvaro, com a presença de médicos e a direção do Hospital São José e Unimed Criciúma. Após essa reunião de quinta-feira, o Governo de Criciúma comunicou a decisão de decretar situação de calamidade pública. 

"É um momento crucial o que estamos passando", disse o presidente da Amrec. "Importante que a população se integre aos cuidados, porque perdemos o controle, não se fala em lockdow, mas se fala em controle, o colapso praticamente já existe", continuou. Ele também ressaltou a fala dita pelos profissionais de saúde na reunião de ontem. "Os médicos colocaram que o reflexo do dia da eleição e das comemorações está chegando, a situação de hoje ainda não é o reflexo da eleição. Semana que vem poderá ter uma explosão ainda maior", disse ele. E reforçou que o mecanismo adotado pelos municípios é abrir esse hospital no Rio Maina para dar suporte.

Decreto de calamidade pública
 

O Governo de Criciúma decretou estado de calamidade pública para enfrentamento da covid-19. A medida foi tomada devido ao aumento de casos de coronavírus e lotação dos hospitais, além da necessidade de monitoramento permanente da pandemia e elevação dos gastos públicos para proteger a saúde da população, com adoção de medidas drásticas para a contenção do vírus. O decreto está públicado no Diário Eletrônico Oficial (DOE) dessa sexta-feira (27).

Colaboração: Decom

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