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'Lá ninguém sai de casa', diz francês que mora em Criciúma sobre o avanço do coronavírus no país

Paulo Domingues mora no Brasil há dois anos. Seus pais estão no país de origem
'Lá ninguém sai de casa', diz francês que mora em Criciúma sobre o avanço do coronavírus no país
Foto: Divulgação
Por Jessica Rosso Em 01/04/2020 às 17:29

O arquiteto e professor de francês Paulo Domingues mora no Centro de Criciúma, com a esposa e os filhos de 8 e 14 anos de idade. Natural da França, veio para o Brasil há dois anos em busca de melhores condições de vida. Mas seus pais, de 78 e 76 anos, continuam em seu país de origem, e hoje eles o mantém atualizado das notícias de sua cidade natal. 

A França registrou o seu maior número de mortos por coronavírus nessa terça-feira, dia 31, data em que a redação do Portal Engeplus entrou em contato com o arquiteto. Ele conta que conversa praticamente todos os dias com seus pais por meio da internet. "Lá ninguém sai. São muitas mortes, mais do que estão falando na TV", comentou sobre os relatos que recebeu de pessoas do seu país de origem.

Há cinco dias a França decidiu aumentar o tempo de quarentena do Covid-19 por mais duas semanas, até o dia 15 de abril. A informação foi dada pelo primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, conforme informações da Agência Brasil. "Após esses dez primeiros dias de confinamento, fica claro que estamos no início dessa onda epidêmica. Submergiu o leste da França e agora chega à região de Paris e ao norte da França", afirmou Philippe.

Domingues diz que os pais [que residem na França] o aconselharam a ficar em casa [no Brasil], sem contato com outras pessoas. Para ele é complicado ficar parado, sem trabalhar, mas acredita que é a melhor forma para que tudo passe mais rápido. Em casa, ele e a esposa aproveitam para ensinar o conteúdo da apostila para os filhos, que estudam em escola pública. "Não queremos que eles fiquem parados, ocupamos eles o dia todo", diz.

Domingues relata que sai uma vez por semana apenas para fazer as compras no supermercado. Não saiu nem para ir em lotérica ou banco, que passaram a funcionar no início desta semana. "A única coisa que me preocupa mais são meus filhos e meus pais que já tem uma certa idade. Meu pai tem câncer e minha mãe problema de circulação", conta. O arquiteto e professor acha que as pessoas não devem ter medo, mas também comentou que no Brasil, muitas pessoas não estão levando o assunto a sério.

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