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Caso 13º salário não seja pago, funcionários do Samu entrarão em greve na próxima quinta-feira

Decisão foi tomada em assembleia na tarde desta sexta-feira, dia 6
Caso 13º salário não seja pago, funcionários do Samu entrarão em greve na próxima quinta-feira
Foto: Divulgação
Por Lucas Renan Domingos Em 06/12/2019 às 17:49

Os trabalhadores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) das regiões de Criciúma e Araranguá podem paralisar suas atividades na próxima quinta-feira, dia 12. Eles cobram da OZZ Saúde, que administra o Samu em Santa Catarina, o pagamento de 13º salário, férias e a falta do reajuste salarial que se estende por mais de três anos. A data para início da greve foi aprovada em assembleia na tarde desta sexta-feira, dia 6, na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde).

“Estamos em estado de greve e oficiamos a OZZ sobre a decisão tomada. Agora vamos aguardar e ver se eles abrem alguma negociação. Se até o próximo dia 12 não houver o pagamento dos valores do 13º salário, vamos paralisar as atividades”, disse Cleber Cândido, presidente do Sindisaúde. 

Nas regiões de Criciúma e Araranguá, aproximadamente 180 trabalhadores estão com pagamentos atrasados. O sindicato calcula que somente em 13º salário a empresa deva quase R$ 470 mil. 

“Vamos fazer uma ação judicial também para que os pagamentos de reajustes salariais, que foram definidos na Convenção Coletiva, sejam feitos com as multas. Outra preocupação é com o fim do contrato da OZZ com o Governo do Estado. O vínculo se encerra no próximo dia 19. Queremos que todas as rescisões sejam quitadas. Mas eles não têm dinheiro nem para pagar o que devem até agora, imagina para fazer as rescisões”, acrescentou Cândido.

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