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Secretaria da Saúde orienta população sobre cuidados com caramujo africano

Caracol vem infestando regiões costeiras de Santa Catarina
Secretaria da Saúde orienta população sobre cuidados com caramujo africano
Foto: Ascom/PMI
Por Redação Engeplus Em 04/02/2018 às 14:36

A Secretaria Municipal de Saúde de Imbituba, por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde, orienta a população de modo geral, para a presença do molusco, popularmente conhecido como caramujo gigante africano, que tem se tornado uma praga e vem infestando as regiões costeiras de Santa Catarina e do Brasil.

 O caracol africano possui um ótimo desenvolvimento nas regiões de clima quente e possui a cônica entre 10 e 15 centímetros de comprimento, a qual é rosqueada e apresenta coloração em tons de marrom claro e escuro. 

 Através do seu muco, esse caracol pode transmitir os vermes Angiostrongylos cantonensis. O ciclo de vida desses vermes se dá entre o molusco - hospedeiro intermediário - e os roedores urbanos - hospedeiros definitivos. O homem, aqui, é considerado hospedeiro acidental, o qual geralmente se contamina através do consumo de folhas e frutos contaminadas com larvas no terceiro estágio.

A diretora de Vigilância em Saúde, Camila Pires Fermino, explica que em Imbituba não se tem registro de doenças causadas pelo caracol africano. “Ainda que não tenhamos casos de doenças causadas pelos parasitas que o molusco hospeda, alguns cuidados em saúde são essenciais, para conter a superpopulação do molusco em Imbituba”, relata a diretora.

“Não existem predadores naturais desta espécie no Brasil, e o melhor método para o controle é mesmo a catação e destruição do molusco pela população em conjunto com os órgãos competentes, meio mais eficaz de promover o controle da espécie”, complementa Camila.

 Forma correta de catação e controle:

 1- Com auxílio de uma luva de borracha ou similar, ou sacos plásticos, pegue os caracóis manualmente ou utilizando uma pá;

 2- Recolha, também, os ovos, que ficaram semienterrados;

 3- Proceda a incineração do caracol e depois quebre as suas conchas e as enterre, eis que elas podem servir de receptáculo de água parada;

 4- Caso não possa incinerar, leve os caracóis recolhidos, em sacos plásticos, a um dos pontos de coletas presentes no nosso município, para que seja procedida a sua incineração e destruição pelos órgãos competentes;

 5- Após, retire as luvas, descartando-as, e lave bem as mãos;

 6- Repita a operação sempre que novos caramujos reaparecerem.

 Cuidados com a higiene:

 1 - Para evitar a presença do Achatina fulica é importante manter o seu terreno limpo e organizado, livre de entulhos. Não jogue os caracóis vivos no lixo.

 2- Para evitar as doenças causadas pelos parasitas (vermes), lave bem as frutas, legumes, hortaliças e verduras. Não use o caracol como alimento.

 3- Em caso de dúvidas quanto aos procedimentos a serem tomados, entre em contato com o setor de Vigilância em Saúde, através do telefone 3255-2046.

Colaboração: Tuliana Rosa - Assessora de Imprensa

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