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SC registra uma das maiores prevalências de câncer colorretal do país

Estado apresenta 1,3 mil novos casos por ano
SC registra uma das maiores prevalências de câncer colorretal do país
Por Redação Engeplus Em 14/04/2018 às 13:05

A Organização Mundial de Saúde, em estudo publicado na revista científica Plos One, apontou, com base em estudos epidemiológicos, os principais fatores de risco associados com os tipos mais comuns de câncer. Dentre os alertas, a observação que o excesso de consumo de carne vermelha está diretamente relacionado com uma maior incidência de câncer colorretal (intestino grosso e reto).

Esse contexto está refletido negativamente no Sul do país, onde, segundo o relatório Vigitel, do Ministério da Saúde, a Região representa a segunda menor ingestão de frutas, legumes e hortaliças do país e, por sua vez, é elevado o consumo de carne vermelha. Com 16,2 casos para cada 100 mil homens e 17,2 para cada 100 mil mulheres – o que totaliza 1.310 registros anuais – Santa Catarina apresenta a sexta e sétima maior prevalência de câncer de intestino nos sexos masculino e feminino, respectivamente, dentre todos os Estados brasileiros. Os dados são do Instituto Nacional de Câncer (INCA). 

Em alusão ao mês de conscientização sobre a doença (março marinho), a DIRETORA médica do Ghanem Laboratório, Myrna Campagnoli, ressalta que o câncer colorretal é uma doença multifatorial, ou seja, com diferentes causas envolvidas em seu desenvolvimento e, em razão disso, além da adoção de uma dieta equilibrada, é recomendável estabelecer outras medidas preventivas, como a prática regular de exercícios físicos, controle do peso, não fumar e evitar o costumo em excesso de bebidas alcoólicas.

Colonoscopia e sangue oculto nas fezes

O principal exame para investigação de câncer colorretal é a colonoscopia. É indicado para homens e mulheres assintomáticos (que não apresentam sintomas) a partir dos 50 anos e com repetição a cada 5 ou 10 anos (de acordo com orientação médica). Recomenda-se também que, caso haja um ou mais episódios de câncer colorretal em parentes de 1º grau, a primeira colonoscopia seja feita a partir dos 40 anos e com repetição anual.

Conforme ressalta a médica, Myrna Campagnoli, a investigação da doença também se dá também por meio da pesquisa de sangue oculto nas fezes. “Utilizado, em muitos casos, como triagem prévia à colonoscopia, é um exame não invasivo, mais barato, com repetição anual”.

GeneOne e câncer colorretal

O câncer colorretal é uma doença em que o pico de incidência se dá a partir dos 60 anos. Isso porque, em cerca de 90% dos casos, o seu desenvolvimento está relacionado com a exposição cumulativa, ao longo da vida, aos fatores de risco como dieta não equilibrada, sedentarismo, obesidade, tabagismo e etilismo. Por sua vez, independentemente da exposição a estes fatores, 1 entre 10 registros ocorre em decorrência da pessoa ter herdado uma mutação genética e, em razão disso, tem maior predisposição para desenvolver a doença, inclusive em idade mais jovem.

Estima-se que 3% a 5% dos casos de câncer colorretal são associados com a Síndrome de Lynch, uma alteração genética que aumenta a predisposição para câncer colorretal e também para o surgimento de tumores em outros órgãos como intestino delgado, ovários, endométrios, vias urinárias e mama. Outra doença hereditária que afeta o intestino é a síndrome adenomatosa familiar, na qual os pacientes são acometidos por múltiplos pólipos que precisam ser removidos por colonoscopia.

A GeneOne, marca de medicina de precisão do Ghanem Laboratório, realiza o sequenciamento (leitura) das amostras de sangue dos pacientes com suspeita de serem portadores de uma destas síndromes hereditárias, com a proposta de identificar mutações no DNA. Dentre seus kits de testes, a GeneOne disponibiliza painéis que investigam a existência das mutações nos genes mais relacionados com predisposição hereditária de câncer colorretal, dentre eles o MLH1, MSH2, MSH6, PMS2, EPCAM e APC.

Para os pacientes que têm diagnosticada a maior predisposição hereditária, as diretrizes do National Comprehensive Cancer Network (NCCN) recomendam que a realização de cada colonoscopia ocorra em intervalo de um ou dois anos, a partir dos 20 anos, aumentando as chances de diagnóstico precoce da doença.

Colaboração: Bowler