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Maus hábitos na infância prejudicam a saúde bucal

Após 30 anos na odontopediatria, Mirian Pizolati realiza trabalho de prevenção em escolas
Maus hábitos na infância prejudicam a saúde bucal
Foto: Shutterstock
Por Jessica Rosso Em 10/08/2018 às 14:49

O amor pelas crianças e pela profissão, que atuou por 30 anos, continua despertando na Dr. Mirian Pizolati Cardoso a vontade de trabalhar com prevenção da saúde bucal de crianças e adolescentes. Depois de aposentada, ela recebeu um convite de professoras de um colégio no bairro Cidade Mineira, em Criciúma, para falar um pouco do assunto com as crianças. O convite foi realizado, após a escola perceber que muitos alunos, na faixa dos cinco anos de idade, possuiam maus hábitos, como o uso de bicos e mamadeiras. 

Foi então que criaram uma abordagem para que elas abandonassem os maus hábitos." A dentista da Unidade de Saúde deu uma palestra para os pais explicando os malefícios que aquelas crianças ainda tinham, que não é pra ter, a gente não deve dar bico, mamadeira, mas sabemos o quanto é difícil, porque hoje em dia é tudo muito corrido", contou. Segundo ela, antigamente era muito comum, os pais colocarem mel na borracha do bico, para agradar a criança e fazê-la usar. "Em hipótese alguma se deve fazer esse tipo de coisa", disparou.

Muitas crianças ainda utilizam os utensílios, e Mirian, aconselha os pais a eliminá-los o mais cedo possível. " Se programem pra tirar quando a criança completar um ano de idade". A doutora explicou que o uso excessivo prejudica a saúde bucal da criança, causando deformidades, gerando gastos e problemas para o futuro. "Um bico ou uma mamadeira usados ao longo dos anos, vai causando uma falta de crescimento do osso na região anterior. O céu da boca se torna um teto fundo. A mordida se torna cruzada. Não vai ter lugar para os dentes superiores nascerem e com tudo isso a criança ainda vai ter problemas para respirar", afirmou. 

O diálogo, conforme ela, ainda é a melhor forma de fazer com que as crianças abandonem definitivamente os maus hábitos.

Clicando aqui você confere a entrevista em vídeo na TV Engeplus.

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