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Lombalgia atinge metade das gestantes

Quanto mais jovem a mamãe, maior o risco de ter lombalgia
Lombalgia atinge metade das gestantes
Foto: Divulgação
Por Redação Engeplus Em 14/04/2018 às 16:00

Dores nas costas e problemas de postura são bastante comuns durante a gravidez. E isso não é nenhuma surpresa. O corpo da mulher muda drástica e rapidamente ao longo da gestação. E essas mudanças vão muito além do ganho de peso. Estima-se que metade das gestantes irá ter pelo menos um episódio de lombalgia durante a gravidez ou no puerpério.

 Mas, por que será que isso acontece? Segundo a fisioterapeuta Walkiria Brunetti, com o aumento das mamas e do abdômen, há um deslocamento do centro de gravidade para frente. “Isso leva a mudanças na postura, redução do arco plantar, hiperextensão dos joelhos e anterversão pélvica. Essas alterações acentuam a lordose lombar, causando tensão na musculatura ao redor da coluna, podendo levar às dores”. 
 
A fisioterapeuta comenta que a compressão dos grandes vasos causada pelo útero leva à redução do fluxo de sangue na medula. “A má circulação nas estruturas da coluna é causa de dor, e isso costuma ser mais comum no último trimestre da gestação. Observa-se também que a retenção hídrica (inchaço) e a frouxidão dos ligamentos, provocada pela relaxina, hormônio secretado na gravidez, tornam a mulher mais suscetível a dor”.
 
Peso também é responsável
Segundo um estudo publicado pelo Jornal de Ciência em Fisioterapia em 2016, durante a gravidez o peso da mulher tem um aumento de 15 a 25%, o que causa um impacto maior em tendões, ligamentos e juntas. “Quanto maior o ganho de peso na gestação, maior a chance de ocorrer instabilidade na coluna e aumento da lordose lombar, o que resulta em dor. Por isso, controlar o ganho de peso é fundamental”, comenta Walkiria.
 
“O corpo feminino está preparado para todas essas alterações da gestação, mas isso não significa que elas virão sem dores ou problemas de postura. Além de controlar o peso, é importante procurar alguma atividade física que ajude a trabalhar a postura, assim como a fortalecer os músculos responsáveis pela estabilidade da coluna. Um bom exemplo é o Pilates”, diz a especialista.
  

Colaboração: Leda Sangiorgio