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Funcionários ocupam hospital, que segue sem atendimento

Ocupação pede fim do impasse sobre contratação
Funcionários ocupam hospital, que segue sem atendimento
Foto: Maurício Vieira
Por Débora Correa Em 08/01/2018 às 11:52

Pelo menos 300 funcionários ocupam o Hospital Regional de Araranguá na manhã dessa segunda-feira. Segundo o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde (Sindisaúde), Cléber Cândido, a ocupação acontece para que os colaboradores tenham a sua situação regularizada. “O impasse se dá em relação à contratação dos funcionários. Com a mudança na gestão há a sinalização de que todos os trabalhadores serão demitidos, mas não temos garantia de quem irá se responsabilizar pelas dívidas trabalhistas, por exemplo”, explica.

Além disso, segundo Cândido, a informação repassada pelo Instituto Ideas, novo gestor do hospital, é de que apenas parte dos funcionários será recontratada. “Não entendemos porque a contratação não será de todos, já que a demanda de atendimento no hospital vai continuar a mesma e a instituição já conta com profissionais qualificados”, afirma.

Entenda o caso

O Hospital Regional de Araranguá estava sob a gestão da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), mas o contrato foi rompido pelo Governo do Estado, após uma série de problemas na administração. No fim do mês de dezembro, um contrato emergencial foi assinado com o Instituto Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas).

O novo gestor deve assumir a administração do espaço, mas, em relação aos funcionários, fará uma nova contratação por se tratar de uma nova gestão. “Entendemos que a responsabilidade de resolver este impasse é do governo do Estado, que é quem contrata o gestor. Eles precisam intermediar essa situação e estamos aguardando uma conversa para que se resolva o problema”, completa o diretor do sindicato.

HRA sem atendimento

A ocupação do hospital começou há mais de duas semanas, mas acontecia em forma de revezamento. Desde o fim da tarde desse domingo, dia 7, a ocupação é total. Segundo o diretor do sindicato, todos os serviços da instituição estão parados.

O hospital segue sem atendimento até que a situação dos funcionários seja discutida.