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Saúde

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HSJ: Risco de falência e intervenção agressiva

Direção do hospital se diz agredida com possível intervenção, e projeta risco de falir

20
MAR
2017
| 08h52
08h52
Denis Luciano
Jornalista | Portal Engeplus
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Repercutiu com força no Hospital São José (HSJ) a ameaça exposta na última sexta-feira pelo prefeito Clésio Salvaro (PSDB), de uma possível intervenção administrativa na instituição caso persistisse o risco de suspensão de serviços como maternidade e oncologia, conforme cogitado em reunião no Ministério Público Federal (MPF) na quinta-feira.

“Nos sentimos agredidas”, diz a irmã Líbera Mezzari, diretora do HSJ, em entrevista à Rádio Eldorado. “O prefeito nos visitou na sexta, expôs sua posição, nós colocamos nossas reivindicações. Foi uma conversa tranquila. Não é nossa intenção suspender qualquer serviço”, apontou a diretora.

Ocorre que a redução de repasse proposta pelo governo trouxe consequências. A irmã Líbera lembra que, na negociação do novo contrato - o atual termina no fim do mês -, veio do município o aceno de diminuição dos valores. “Você assinaria algo que põe em risco de falência o seu negócio? A proposta feita nos coloca em risco”, contou a diretora. “De mais a mais, há uma inadimplência do governo de R$ 30 milhões, o hospital faz quase o impossível para se manter aberto. O problema não está no hospital, está na inadimplência e, agora, no corte de verbas”, frisou.

Já que o município está propondo um repasse menor, o HSJ contrapropôs o repasse dos serviços de maternidade para o Hospital Materno Infantil Santa Catarina, “que está lá, belo mas se deteriorando, e que foi escolhido pelo município e Estado. Que transfiram para lá”, pontuou a diretora do HSJ. Uma nova reunião no MPF será realizada no dia 27.

O prefeito Salvaro está em Florianópolis nesta segunda-feira para tratar do tema na secretaria de Saúde. “Vamos conversar com o governo sobre a questão do hospital. Eu sei que, para o cidadão, o que mais importa não é quem faz a gestão, mas sim o importante é ser bem atendido”, explicou.

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