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Cirurgia inédita para retirada de câncer é realizada em Criciúma

Procedimento, por vídeo, executado no Hospital São João Batista ocorreu para a retirada de um tumor no pâncreas
Cirurgia inédita para retirada de câncer é realizada em Criciúma
Foto: Divulgação
Por Marcelo de Bona Em 19/05/2015 às 17:10

Uma cirurgia inédita por vídeo foi realizada no Hospital São João Batista, em Criciúma, para a retirada de um tumor no pâncreas. Denominada de gastroduodenopancreatectomia por vídeo, o procedimento foi executado na última semana e é uma das maiores cirurgias intra-abdominais sendo comparada em complexidade aos transplantes. O procedimento foi realizado pelos médicos Leandro Avany Nunes, da Medicina da Obesidade Mórbida e Videocirurgia Avançada (Mova), e Fabrício Bittencourt. 

A cirurgia foi concluída em um tempo recorde de quatro horas, mesmo período de uma cirurgia aberta, no entanto, menos agressiva. A técnica laparoscópica pode ser empregada com sucesso mesmo nas intervenções mais complexas do aparelho digestivo, como a duodenopancreatectomia. De acordo com Avany, esta técnica está indicada nos tumores benignos e malignos da cabeça de pâncreas. Apesar de ter sido descrita pela primeira vez em 1992, poucos cirurgiões do mundo realizam esta operação de maneira rotineira. 

“Os tumores de pâncreas mais comuns são do tipo adenocarcinoma, que se originam no tecido glandular, correspondendo a 90% dos casos diagnosticados. A maioria dos casos afeta o lado direito do órgão (a cabeça). As outras partes do pâncreas são corpo (centro) e cauda (lado esquerdo)”, explica Avany. 

Pelo fato de ser de difícil detecção, o câncer de pâncreas apresenta alta taxa de mortalidade por conta do diagnóstico tardio e de seu comportamento agressivo. No Brasil, a doença é responsável por cerca de 2% de todos os tipos de câncer diagnosticados e por 4% do total de mortes por essa doença. 

O câncer é muito raro na população com menos de 30 anos de idade, tornando-se mais comum a partir dos 60 anos. De acordo com a União Internacional Contra o Câncer (UICC), os casos da doença aumentam com o avanço da idade: 10/100 mil habitantes entre 40 e 50 anos para 116/100 mil habitantes entre 80 e 85 anos. A incidência da doença é mais comum em homens.  

Com informações de Novo Texto Comunicação