Religião

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Dom Jacinto envia carta ao clero sobre Corpus Christi e situação do Brasil

Epíscopo pede celebrações sejam mantidas mesmo com possível número reduzido de fiéis

29
MAI
2018
| 21h20
21h20
Redação Engeplus
Jornalista | Portal Engeplus
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O Bispo Diocesano, Dom Jacinto Inacio Flach, emitiu, no fim da tarde de hoje, dia 29, uma carta endereçada às paróquias e aos padres da Diocese de Criciúma, com orientações sobre a celebração da Solenidade de Corpus Christi e também sobre a situação atual do Brasil.

Na carta, Dom Jacinto expressa o sentimento de fraternidade que deve prevalecer entre os irmãos e irmãs, sejam eles ou não cristãos. O epíscopo pede que todas as celebrações sejam mantidas, mesmo face ao possível número reduzido de fiéis e que as reflexões se detenham à Doutrina da Igreja. Segue a nota, na íntegra:

                        

 Saudações fraternas


Queridos irmãos e irmãs na fé, saúdo-vos com a mesma paz que Cristo desejou aos seus discípulos: “Vós sois todos irmãos”. Assim nos lembrava a Campanha da Fraternidade, que há pouco, celebramos. Nesse momento conturbado de nossa história, precisamos reafirmar constantemente esta máxima: aos olhos de Deus, somos todos irmãos.

Cabe a todos nós, cristãos e não cristãos, refletir sobre a situação difícil em que passa a grande maioria dos brasileiros, situação agravada pelos altos impostos e baixo retorno. Essas injustiças podem ser corrigidas à luz da Doutrina Social da Igreja, pois os que mais sofrem são os mais pobres, entre eles, os jovens, sem esperança no coração.

Perante a situação atual, recomendo:

1. Que não se deixe de celebrar a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo na próxima quinta-feira, mesmo que o número de fiéis seja reduzido. Será um momento oportuno de apresentar o Cristo como resposta a desesperança que a situação cotidiana está ocasionando.

2. Verifique-se, em cada realidade local, a possibilidade de realizar a tradicional confecção dos tapetes. Se os serviços públicos estiverem impossibilitados de realizar a limpeza das ruas, que os próprios fieis o façam, ou utilizem materiais mais fáceis para a retirada momentânea dos tapetes. Não é conveniente deixar os tapetes abandonados após a procissão.

3. Utilizem-se dos espaços apropriados para a celebração (altar e rua) para falar da esperança, sem esquecer a crítica social e política necessária, sempre apoiados pela Doutrina da Igreja e sua riquíssima liturgia. Que o altar não se transforme em palanque político e a procissão numa marcha partidária. 

4. Apoiem iniciativas que sejam verdadeiras manifestações do Espírito. Não precisamos entrar no fluxo de correntes extremistas e confusas, que aproveitam o momento para impor uma ideologia obscura, distante do desejo cristão de unidade e da paz.

Concluo desejando a todos uma abençoada semana.

Criciúma, 29 de maio de 2018.

Dom Jacinto Inacio Flach
Bispo da Diocese de Criciúma

Colaboração: Bibiana Pignatel -Setor de Comunicação

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