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Vereador quer discutir possível vacinação contra Covid-19 para trabalhadores de supermercados

Edivânio Manenti (PL) apresentará o requerimento na sessão desta segunda-feira
Vereador quer discutir possível vacinação contra Covid-19 para trabalhadores de supermercados
Foto: Luan Ghisi/ Câmara de Vereadores
Por Rafaela Custódio Em 07/06/2021 às 12:27

O vereador de Criciúma, Edivânio Manenti (PL), apresentará na sessão da Câmara desta segunda-feira, dia 7, o requerimento nº 400/2021, questionando a Prefeitura se existe a possibilidade de inclusão dos trabalhadores de supermercados como prioridade na fila de vacinação contra a Covid-19. 

Em entrevista ao Portal Engeplus, o parlamentar criciumense, ressaltou que os profissionais que atuam em supermercados estão trabalhando desde o início da pandemia do coronavírus, pois trabalham em um setor essencial. "É uma categoria que atende toda a população de Criciúma e também da região. Os trabalhadores não pararam em nenhum momento durante a pandemia e sofrem grandes riscos de contaminação", destaca. Se aprovado pelos vereadores, o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSDB), terá 30 dias para responder o documento.

O vice-presidente regional Sul da da Associação Catarinense dos supermercados, Ricardo Althoff, comentou que é um questionamento válido. "Os trabalhadores de supermercados atuam em uma atividade essencial e estão realmente atuando desde o início da pandemia, mas é uma questão para a democracia responder, ou seja, os políticos. Mas estamos, sim, abastecendo a população com os alimentos diariamente", completa. 

Câmara dos Deputados 

O Projeto de Lei 2027/21 inclui trabalhadores de hipermercados, supermercados, minimercados e mercearias como grupo prioritário para a vacinação contra a Covid-19. O projeto, que tramita na Câmara dos Deputados, altera a Lei 14.124/21, que autoriza estados, municípios e o setor privado a comprarem vacinas contra a doença.

Autor da proposta, o deputado Beto Rosado (PP-RN) ressalta que os funcionários de supermercados, por atuarem em atividade considerada essencial durante a pandemia de Covid-19, continuaram exercendo suas atividades normalmente. “Essas pessoas se expõem diariamente ao contato com muitos clientes”, observa. “Nossa intenção é fazer com que esses profissionais, que enfrentam risco elevado de contaminação, tenham prioridade na imunização”, acrescenta.