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Vereador Manoel Rozeng defende criação de políticas públicas antidrogas

Os trabalhos oficiais no Legislativo iniciam na próxima semana, dia 1º de fevereiro
Vereador Manoel Rozeng defende criação de políticas públicas antidrogas
Foto: Jessica Rosso
Por Jessica Rosso Em 28/01/2021 às 16:42

Manoel Rozeng (DEM) foi eleito vereador de Criciúma com 708 votos e assumiu o cargo no dia 1º de janeiro de 2021. Aos 63 anos de idade, ele tem sua primeira missão dentro da política: a de defender os interesses dos cidadãos criciumenses. Sua jornada política iniciou antes mesmo do período de campanha, quando percebeu a necessidade de dar um passo adiante. Rozeng é empresário e psicólogo.

Os trabalhos oficiais no Legislativo iniciam na próxima semana, dia 1º de fevereiro, mas o vereador já participou de sessão extraordinária para votação da reforma do Instituto Municipal de Seguridade Social dos Servidores Públicos de Criciúma (Criciumaprev), da qual se absteve. O projeto foi aprovado na casa parlamentar. Nesse meio tempo, desde que assumiu, ele vem estudando e conhecendo como funcionam os trâmites na Casa do povo. Sua principal bandeira está ligada às ações sociais. Ele destaca a preocupação com as consequências do uso de drogas e como ela afeta diretamente famílias e comunidade. 

Em entrevista ao Portal Engeplus, ele ressaltou que vê um problema crescente e depois de anos batalhando nos bastidores por melhorias decidiu que era hora de ocupar uma cadeira no Legislativo. "Quero usar a política para algo que eu vejo como extremamente necessário, que é a criação de políticas públicas sobre drogas. É algo que eu vejo como um problema crescendo cada vez mais. Não vejo nada de iniciativa por parte do poder público e estou nessa luta há muitos anos, tentando, e infelizmente não desperta interesse nesse pessoal", afirmou. 

O vereador confessa que nunca pensou em entrar para a política. "Vi que a gente tem que, infelizmente, buscar este envolvimento para que seja viabilizado", complementou. Rozeng conta que foi convidado muitas vezes. Mas foi em uma reunião do Lions Clube que lhe veio o pensamento de "enquanto os bons não se envolvem, os maus tomam conta". Depois disso se candidatou. 

"A gente vê que a política está bem deturpada. Só sabemos criticar e fazer comentários e não há uma ação concreta e mudança disso. Então vi que faz sentido essa frase", disse. 

Na redação do Portal Engeplus, Rozeng relembrou algumas leis que conseguiu emplacar anos atrás, por meio de parlamentares. Na época, nem cogitava trilhar o caminho de vereador. Citou proposições aprovadas relacionadas ao álcool e cigarro, proibidos em escolas. "Consegui na época elaborar o projeto e através do vereador aprová-lo, mas infelizmente não é cumprido à risca", pontuou. 

O vereador atende jovens e adolescentes como psicólogo, e contou que a grande maioria confessa que todos os amigos usam algum tipo de droga. Falou sobre informações que não chegam à população. "Você é mulher. Sabia que quando quiser engravidar, não pode colocar álcool na boca por pelo menos seis meses antes?", questionou.

Rozeng citou também consequências do uso da droga. "Muita coisa a nível de deficiência mental e até física está associada ao uso de drogas. A grande maioria das pessoas não produzem o quanto poderiam produzir, porque a droga rouba a energia, a capacidade de pensar. Muitas pessoas têm dificuldade de aprender, grande número de famílias sofrem com as consequências da violência doméstica, urbana, os presídios estão lotados, e se você for ver a situação in loco, vai perceber que tem um percentual muito alto associado à questão da droga. Seja por tráfico, seja por uso, a droga está como pano de fundo. Se você for na escola vai ver que professores sofrem, crianças sofrem, porque o pai bebe, a mãe bebe, usa droga, as próprias crianças usam, tem toda aquela dificuldade de focar no estudo, de desenvolver-se", contou.

O vereador apontou ainda questões relacionadas à saúde. "São bilhões que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) paga para tratamento. Além disso, tem os auxílios de doença, que são para as pessoas que estão em tratamento e toda a equipe, estrutura, medicamentos e um monte de coisas que são o bastante para dar um prejuízo enorme para a sociedade em termos econômicos e financeiro", disse.

Rozeng disse ainda que o assunto abrange várias gerações, sendo que a mudança deve ocorrer na cultura da sociedade, e que não vai acontecer do dia para a noite, mas alertou para a urgência em voltar a atenção para o problema. "Isso é milenar, sabemos que é, mas especificamente agora a coisa tomou uma proporção que não pode mais nem criticar o uso de drogas. Não dá, se fizer isso, é chamado de preconceituoso. Você tem direito de usar, sim, desde que não me atinja. Só que o pessoal que está lá usando, quando vai para o hospital, sou eu quem paga a conta, eu que pago o imposto. Quando vai lá para o Caps, sou eu quem paga a conta, quando vai para o presídio porque cometeu algum crime, sou eu quem paga a conta. Então, esse direito individual, quando se vive em sociedade, não se pode achar que ele se sobressai", disse.

O vereador apontou que embora o município tenha programas em funcionamento, precisa de um banco de dados e pesquisa sobre o assunto e um programa que atenda a demanda.

Aplicativo

O vereador criou um aplicativo para os cidadãos entrarem em contato de forma direta, chamado de 'Tem Meu Voto'. Nele, o criciumense pode ajudar o parlamentar dando feedbacks e gerando damandas. Confira o vídeo em que ele deixa uma mensagem aos eleitores:

 

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