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'Servidores estão se sentido assediados', afirma presidente do Siserp

Jucélia Vargas falou sobre a situação atual dos servidores em sessão
'Servidores estão se sentido assediados', afirma presidente do Siserp
Foto: Reprodução/ TV Câmara
Por Jessica Rosso Em 02/06/2020 às 19:32

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Criciúma e Região (Siserp), Jucélia Vargas, participou da sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Criciúma no fim da tarde desta terça-feira, dia 2. Professora, com 33 anos de profissão no município, ela falou sobre a situação atual dos servidores aos vereadores, afirmou que "os servidores estão se sentido assediados", e se emocionou ao final do discurso. Ela inicou a fala no plenário pedindo socorro em nome deles e reclamou da gestão municipal.

Segundo ela a maioria dos servidores não ganham o menor piso da prefeitura. "Menor piso esse que está pago errado, porque pelo Estatuto o menor piso da prefeitura deveria ser duas VRVs, porque ele tem que ser 1/4 do maior salário, e isso não é cumprido há muito tempo, nós temos um processo judicial em andamento, que ganhamos aqui e está em Florianópolis, para modificar o menor piso, porque nem isso o governo fez, cumprir o Estatuto", disse.

A presidente ainda elencou uma série de questões que segundo ela não são cumpridas pela gestão municipal. E ainda relembrou a aprovação da redução dos 30% do magistério que ocorreu na Câmara de Vereadores. "Aquilo é salário. Falam em gratificação, mas vocês precisam entender como funciona o salário dos servidores", disparou.

Serventes escolares

Com a chegada da pandemia de coronavírus, ela encerrou o discurso falando que é feito um calendário nos colégios, que inclui entrega da alimentação, e atividades em que é necessário o serviço das serventes escolares. Entretanto, um e-mail encaminhado pela Secretaria de Educação solicitou que as serventes escolares estejam nas escolas todos os dias. "46 diretoras fizeram um manifesto [contrariando o e-mail] e encaminharam para o Ministério Público falando tudo isso, falando o que a Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta, que são mulheres. O Ministério Público (MP) pediu informações ao Governo. O Governo levou para o Ministério público aquele decreto [ que fala sobre a abertura das escolas para fins administrativos] dizendo que elas estão trabalhando 'daquele jeito' [do decreto]. O MP diz que está correto. Só que para as diretoras continuam aterrorizando que tem que estar todos os dias, cinco horas por dia", explicou. Por fim, pediu a intervenção dos vereadores no assunto. "Apelem [ para o prefeito] para o lado humano". 

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