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Novo mandato de Zairo Casagrande será focado na mobilidade e aplicação de leis aprovadas

Vereador foi eleito pelo PDT e recebeu 1.581 votos nas Eleições de 15 de novembro
Novo mandato de Zairo Casagrande será focado na mobilidade e aplicação de leis aprovadas
Foto: Rafaela Custódio / Portal Engeplus
Por Rafaela Custódio Em 29/11/2020 às 21:15

A mobilidade e a aplicação de leis já aprovadas serão os focos principais do novo mandato de Zairo Casagrande (PDT) na Câmara de Vereadores criciumense. Ele já assumiu como suplente anteriormente e cumpre a atual legislatura, que se encerra no fim deste ano. Com 1.581 votos, recebeu dos eleitores o direito de continuar no Legislativo a partir de 1º de janeiro de 2021, iniciando um período onde pretende dar continuidade ao trabalho que já exerceu.

Do último mandato, aliás, Casagrande se orgulha dos 140 Projetos de Lei apresentados e de outras conquistas através de abaixo-assinados. No caso da rampa sul do Terminal Central, por exemplo, conseguiu 12 mil assinaturas em favor da construção. O pedetista, porém, lamenta que a obra não tenha sido levada adiante pelo Poder Executivo.

“Talvez essa seja uma das tarefas para o próximo mandato: fazer com que haja obras de mobilidade humana, a começar pela transposição da Avenida Centenário”, conta. “O próximo mandato será uma continuidade. Talvez com um foco mais direcionado a mobilidade”, completa Casagrande.

O vereador eleito observa uma divisão de Criciúma através da Avenida Centenário: a que vai para o Norte e a que vai para o Sul. Mas entende, porém, que o Poder Executivo não trabalha para facilitar essa mobilidade desde os anos 50. “Como uma pessoa idosa, um cadeirante, alguém com dificuldade, atravessa de um lado para o outro? Como? Isso não foi atacado por nenhum prefeito desde 1954, quando o prefeito Paulo Preis fez um viaduto de ferro que atravessa a atual Centenário. De lá pra cá, nenhuma obra, de nenhum prefeito, se preocupou em como ir de um lado para o outro na Centenário, é sempre uma aventura”, afirma o legislador.

Além disso, a situação dos ciclistas será discutida pelo vereador. “A cidade precisa avançar para uma política pública do uso da bicicleta. Uma ciclovia interparques, interbairros, uma outra visão”, analisa Casagrande.

Aplicação de leis

A leitura das Eleições Municipais feita por Zairo Casagrande se traduz numa rejeição da população do que era feito antes na Câmara. O vereador eleito entende que o fato de os últimos gestores dos Legislativo não terem sido eleitos indica que a sociedade optou por mudanças.

“Os últimos gestores da Câmara foram reprovados nas urnas. Esse tipo de gestão foi reprovada. Precisamos modificar a Câmara internamente, dentro daquilo que a sociedade espera do Poder Legislativo, que seja um órgão legislador e fiscalizador e não abra mão de sua tarefa e sua missão. Ser parceiro é diferente de ser subserviente e serviçal. Ser parceiro é pensar na cidade, votando aquilo que é bom para a cidade e condenando aquilo que é ruim, doa a quem doer”, afirma Casagrande.

O vereador eleito, porém, entende que seu trabalho nos últimos anos fez valer o voto dos eleitores. Ele ressalta a economia que fez de cerca de R$ 400 mil, cortando verbas que seriam aplicados com assessores, celular e notebooks, e frisa a necessidade de os vereadores cuidarem do dinheiro público. Além disso, a lista de propostas apresentadas e aprovadas no mandato atual foram fatores que Casagrande notou como importantes.

“Como vereador, apresentei em torno de 140 Projetos de Lei e aprovei em torno de 90. Em todos os itens que o vereador deve fazer, tenho um número bastante importante”, analisa Casagrande. “A produtividade, se não é a maior, é uma das maiores do Parlamento criciumense”, observa.

A meta, agora, é fazer com que muitas dessas leis aprovadas sejam aplicadas. Casagrande lamenta que algumas delas estejam suspensas por ações judiciais do Poder Executivo. “Há um conjunto de leis que o Executivo entrou no Tribunal de Justiça e conseguiu a suspensão. Isso cabe ao STF [Supremo Tribunal Federal]. Infelizmente, no nosso município, muitas leis municipais deixaram de ser cumpridas usando esse artifício, questionando a constitucionalidade e a legalidade. Tenho em torno de seis leis que preciso fazer a defesa em outras instâncias para que elas vinguem e sejam, efetivamente, leis, porque elas foram questionadas em Florianópolis, no Tribunal de Justiça, pelo Poder Executivo e estão em suspensão”, conta. “Nesse segundo mandato temos que ver a efetividade de todos esses projetos e leis”, conclui.