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Governador Carlos Moisés garante permanência de Douglas Borba no comando da Casa Civil

Secretário teria definido a Veigamed como a contratada para fornecer os respiradores
Governador Carlos Moisés garante permanência de Douglas Borba no comando da Casa Civil
Foto: Júlio Cavalheiro/Secom
Por Lucas Renan Domingos Em 06/05/2020 às 20:04

O caso da compra de respiradores por parte do Governo de Santa Catarina segue rendendo atualizações. E o principal debate agora está em cima da continuidade do chefe da Secretaria da Casa Civil de Santa Catarina, Douglas Borba, no cargo. O secretário foi apontado pela a ex-superintendente da Superintendência Gestão Administrativa (SGA) da Secretaria de Estado da Saúde, Márcia Regina Geremias Pauli, como o responsável por escolher a Veigamed para ser a contratada para fornecer os equipamentos. A versão dela teria sido endossada também pelo ex-secretário de Estado da Saúde, Helton Zeferino em depoimento ao Gaeco.

Os dois acusam Borba de pressionar e pedir celeridade no processo de compra dos respiradores no valor de R$ 33 milhões – os equipamentos ainda não foram entregues ao Estado. A partir disso, passou-se a questionar o afastamento do chefe da Casa Civil durante as investigações, que estão instauradas. O próprio secretário se defendeu durante coletiva nessa terça-feira, dia 5 - veja aqui.

Em coletiva nesta quarta-feira, dia 6, o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, afirmou que Borba segue na função. “Antes de apontar culpados, temos que esperar a verdade vir à tona. Inclusive, a própria servidora em momento algum apontamos como culpada. O processo de troca das funções das pessoas é para distensionar. O afastamento de qualquer secretário do Estado tem que ser algo muito pensado. Tem que haver provas contundentes contra qualquer pessoa. Até agora temos um processo em andamento”, afirmou Moisés.

O governador apontou ainda que é papel da Casa Civil cobrar os demais secretários e pedir velocidade nas decisões do governo. “O governador se comunica com as demais secretarias por meio da Casa Civil. Nosso planejamento quando chegou a pandemia era fazer o fechamento das atividades e a segunda ação era preparar o serviço de Saúde. Fechamos o que a gente entendia o que tinha que ser fechado, mantivemos a indústria funcionando e corremos para equipar os hospitais públicos e filantrópicos com as unidades de UTI. As compras, tudo o que tinha que rodar na Saúde, eram demandas que a Casa Civil exigia que fossem feitas e com a maior velocidade possível”, acrescentou.