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Deputado Luiz Fernando Vampiro é o sétimo na ordem de votação; saiba mais

Palavra está neste momento com o relator do processo, deputado Kennedy Nunes (PSD)
Deputado Luiz Fernando Vampiro é o sétimo na ordem de votação; saiba mais
Foto: Thiago Hockmüller/Portal Engeplus
Por Thiago Hockmüller Em 23/10/2020 às 12:36

Segue na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) a discussão do relatório referente ao pedido de impeachment no caso do reajuste salarial dos procuradores do Estado que poderá ocasionar o afastamento do governador Carlos Moisés (PSL) e da vice-governadora Daniela Reinehr (sem partido). Neste momento a palavra está com o relator do processo, deputado Kennedy Nunes (PSD), que discursa a mais de duas horas no plenário da Alesc.

Após o voto de Nunes, que nos bastidores acredita-se que será favorável à deliberação pelo tribunal sobre o afastamento de Moisés e Daniela, caberá então aos outros quatro deputados e aos cinco desembargadores da comissão definirem o futuro do governador e da vice. Isso acontecerá por meio de votação, em ordem definida previamente.

A ordem segue com um desembargador, seguido por um deputado, obedecendo o tempo de cargo, em ordem decrescente. Desta forma, o deputado criciumense Luiz Fernando Vampiro (MDB) é o sétimo a fazer uso da palavra. O primeiro depois de Nunes será o desembargador Carlos Alberto Civinski seguido pelo deputado Maurício Eskudlark (PL). Depois votam o desembargador Sérgio Rizello, o deputado Sargento Lima (PSL), a desembargadora Cláudia Lambert de Faria, o deputado Vampiro (MDB) e o desembargador Rubens Schulz. Finalizando a etapa, votam o deputado Laércio Schuster (PSB) e o desembargador Luiz Felipe Schuch.

Os integrantes do tribunal de julgamento foram escolhidos em 23 de setembro. No Tribunal de Justiça catarinense foi feito um sorteio para a seleção dos cinco desembargadores. Já entre os deputados na Alesc houve uma votação. 

Cabe lembrar que a sessão de hoje não definirá o impeachment do governador Carlos Moisés e da vice Daniela Reinehr, mas sim a possibilidade de afastamento de ambos, por 180 dias. O afastamento só ocorre se o relatório do deputado Kennedy Nunes (PSD) recomendar o acatamento da denúncia contra Moisés e Daniela e for aprovado pela comissão - são necessários seis votos.

Se isto ocorrer, eles serão intimados do resultado e imediatamente afastados por 180 dias. Também perderão um terço dos vencimentos. O primeiro na linha sucessória é o presidente da Alesc, deputado Julio Garcia (PSD), que assumiria o Governo do Estado de forma interina.