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‘Hoje é o dia mais triste de toda minha trajetória neste parlamento’, declara Julio Garcia

Com nome ligado a Operação Alcatraz, deputado se manifestou durante sessão na Alesc
‘Hoje é o dia mais triste de toda minha trajetória neste parlamento’, declara Julio Garcia
Foto: Fábio Queiroz / Agência AL
Por Heitor Carvalho Em 04/06/2019 às 16:33

Após ver seu nome envolvido na Operação Alcatraz, que foi deflagrada pela Polícia Federal e Receita Federal, o deputado estadual e presidente da Alesc (Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina), Julio Garcia, se manifestou nesta terça-feira, dia 4, durante sessão na Assembleia Legislativa, sobre o mandado de busca e apreensão cumprido em seu apartamento e sítio.

De acordo com o deputado, ele não se manifestou anteriormente pois estava esperando o momento adequado. “Escolhi esse local para falar a primeira vez depois do ocorrido na última quinta-feira, exatamente em respeito, em respeito a vocês meus colegas deputados, em respeito ao parlamento, aos servidores desta casa”, afirma.

Antes de esclarecer sobre o ocorrido, o presidente da casa fez questão de lembrar dos momentos de glória que ali viveu, o mais feliz na visão dele, aconteceu em 2005, com a aprovação da Lei das Apaes, mas lembrou que hoje a situação é outra. "Hoje é diferente, hoje eu não tenho nenhuma dúvida que é o dia mais triste de toda minha trajetória neste parlamento, só não é o dia mais triste da minha vida, porque eu também já tive as minhas perdas".

Segundo o Garcia, são duas acusações contra a sua pessoa. “A primeira de possuir um terreno cuja aquisição seria produto de operações que são o alvo central da investigação em curso. O referido terreno foi adquirido em 1994, tive problemas de percussão na sua legalização, logo após a compra, o proprietário faleceu [...]. Segundo investigam-me por ilação de ter relação com proprietário de prestadora de serviço na secretaria da administração, pois posso afirmar com certeza absoluta que desconheço qualquer atividade comercial dessa empresa. Alegam que sou amigo do proprietário, pois afirmo, mais do que amigo, tive convivência familiar durante 15 anos, e mantenho essa amizade até hoje. Por tanto essa é a minha ligação.”

Ao final de sua fala, o deputado comentou sobre sua relação com Nelson Nappi, que foi exonerado do cargo de diretor de Tecnologia, agradeceu o apoio que têm recebido e pediu justiça. “Vou lutar até o fim para provar minha inocência, e a única coisa que posso pedir, é justiça”.

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